Nunca me regozijarei com a morte de um ser humano, muito menos se essa vida termina às mãos de outro ser humano, mas a morte de Bin Laden não é a morte de um homem é o fim de um mito com o qual urgia terminar por toda a carga simbólica que carregava.
Bin Laden não terá tido a menor intervenção no recente atentado no Café Argana (onde estive muitas vezes com familiares e amigos) em Marraquexe; não sei se Bin Laden foi ou não o responsável pelos ataques do 9/11; não sei que efectivo poder tinha dentro da Al-qaeda, visto esta organização ser composta por células autónomas. Pouco me importa. O que me interessa é que a figura simbolizava o heroísmo da mais abjecta forma de luta - o terrorismo - por uma causa e a incapacidade dos atingidos (apenas o mais poderoso país do mundo, entre outros) em se defenderem; o que me interessa é que a morte do considerado ideólogo, financiador e dirigente da Al-Qaeda deu por findada essa ideia de impunidade.
No entanto, o terrorismo, nomeadamente o da Al-Qaeda, já conseguiu um nefasto desiderato (que possivelmente nem estaria, nem está no seu horizonte) que atinge um dos mais valiosos valores (o pleonasmo é propositado) das sociedades modernas que é o da privacidade da vida dos cidadãos e do qual estes estão de livre vontade dispostos a abdicarem por temor a ataques terroristas. E o pior é que essa justificação pode ser vir de cobertura para outras acções que nada têm a ver com terrorismo.
Teoriza-se já sobre as consequências desta acção: se o facto da sepultura no mar pretende esconder um corpo que não é o de Bin-Laden, ou se a morte do lidere da Al-Qaeda leva à desagregação da organização com o desaparecimento do homem ou ao recrudescimento do terrorismo com o nascer de um mártir. São sem dúvida aspectos importantes da questão porque não são de descurar quaisquer hipóteses no combate ao terrorismo, pois não sabemos quando algum de nós não poderá estar na hora errada no lugar onde pretendia estar em segurança.
Teria sido melhor capturá-lo vivo e julgá-lo? Talvez. Mas o julgamento recairia apenas na sua responsabilidade como mandante dos ataques às Torres Gémeas, ao Metro de Londres, à Estação de Madrid, ao Café de Casablanca e outros e não o julgamento e penalização do terrorismo.
Pelo que fica dito considero que esta actuação das forças especiais dos Estados-Unidos foi daquelas em que vestiram as “gabardinas claras dos good guies”.
02 maio 2011
29 abril 2011
O Estado IPSS
Aproxima-se o anúncio das efectivas medidas de austeridade que vão ser impostas ao país acabando as especulações (os meios de comunicação social foram pródigos em noticiar as mais diversas “desgraças”).
Os portugueses estão preocupados e ansiosos por as conhecerem para saberem quanto, em quê e como lhes vai ser diminuído o rendimento disponível do curto e do médio prazo. São preocupações legítimas porque a prestação da casa, a escola dos filhos, a electricidade, o IMI, o passe dos transportes, a taxa de saneamento básico e dezenas de outras despesas fixas têm de se pagar já. Porém estarão ainda muitos portugueses convencidos que estas medidas serão conjunturais e que após o saneamento das contas públicas serão recuperados os benefícios – pelo menos alguns – de que até agora dispunham.
No entanto, o que é verdadeiramente importante a partir deste momento é a escolha entre SIM ou NÃO ao Estado Social, pois a ocasião pode (está a) ser aproveitada para que sem os portugueses darem conta lhes seja imposto o fim de uma das características humanísticas da sociedade moderna: a preocupação do Estado (de todos nós) com a qualidade de vida dos cidadãos desde o berço até à morte.
A escolha entre o SIM e o NÃO é uma escolha ideológica de modelo de sociedade e nunca uma escolha económico/financeira por muito que nos tentem convencer da inevitabilidade de não haver reformas para a maioria da população daqui a dez anos, de não haver comparticipações (directas ou indirectas) para educação e saúde, não haver apoio à falta de emprego.
Que o Estado Social, tal e qual o conhecemos, deverá sofrer ajustes, que os dinheiros públicos têm de ser mais bem geridos, que terão de ser feitas opções entre canalizar recursos para obras de regime ou para prestações sociais, é algo que urge fazer devido às razões que são conhecidas: demografia, falta de qualidade de gestão, de fiscalização dos gastos, etc.
O que está em causa no “negócio” com a troika e posteriores acções é a opção entre o modelo de sociedade baseada no socialismo democrático ou social-democracia e o modelo liberal ou ultra-liberal (que defende o Estado fora da economia a não ser quando tem de acorrer aos Bancos). Embora todos se arroguem ter preocupações sociais com os mais desfavorecidos, isto não configura por si só a existência de um Estado Social. Quando se pretende reduzir as prestações do Estado apenas aos casos extremos dos mais, muito desfavorecidos e deixar todo o resto da população à mercê de soluções privadas e regras do mercado, não temos um Estado Social, temos um estado caritativo, um Estado IPSS.
Os portugueses estão preocupados e ansiosos por as conhecerem para saberem quanto, em quê e como lhes vai ser diminuído o rendimento disponível do curto e do médio prazo. São preocupações legítimas porque a prestação da casa, a escola dos filhos, a electricidade, o IMI, o passe dos transportes, a taxa de saneamento básico e dezenas de outras despesas fixas têm de se pagar já. Porém estarão ainda muitos portugueses convencidos que estas medidas serão conjunturais e que após o saneamento das contas públicas serão recuperados os benefícios – pelo menos alguns – de que até agora dispunham.
No entanto, o que é verdadeiramente importante a partir deste momento é a escolha entre SIM ou NÃO ao Estado Social, pois a ocasião pode (está a) ser aproveitada para que sem os portugueses darem conta lhes seja imposto o fim de uma das características humanísticas da sociedade moderna: a preocupação do Estado (de todos nós) com a qualidade de vida dos cidadãos desde o berço até à morte.
A escolha entre o SIM e o NÃO é uma escolha ideológica de modelo de sociedade e nunca uma escolha económico/financeira por muito que nos tentem convencer da inevitabilidade de não haver reformas para a maioria da população daqui a dez anos, de não haver comparticipações (directas ou indirectas) para educação e saúde, não haver apoio à falta de emprego.
Que o Estado Social, tal e qual o conhecemos, deverá sofrer ajustes, que os dinheiros públicos têm de ser mais bem geridos, que terão de ser feitas opções entre canalizar recursos para obras de regime ou para prestações sociais, é algo que urge fazer devido às razões que são conhecidas: demografia, falta de qualidade de gestão, de fiscalização dos gastos, etc.
O que está em causa no “negócio” com a troika e posteriores acções é a opção entre o modelo de sociedade baseada no socialismo democrático ou social-democracia e o modelo liberal ou ultra-liberal (que defende o Estado fora da economia a não ser quando tem de acorrer aos Bancos). Embora todos se arroguem ter preocupações sociais com os mais desfavorecidos, isto não configura por si só a existência de um Estado Social. Quando se pretende reduzir as prestações do Estado apenas aos casos extremos dos mais, muito desfavorecidos e deixar todo o resto da população à mercê de soluções privadas e regras do mercado, não temos um Estado Social, temos um estado caritativo, um Estado IPSS.
26 abril 2011
Peço desculpa, mas não me culpem da crise financeira e política
Até ontem, até ao final da alocução do Dr.Jorge Sampaio nas comemorações do 25 de Abril, também eu declarava que todos éramos responsáveis pela situação de crise em que o país se encontra. Cada um com o seu quinhão e em dimensões diferentes, mas todos concorrendo para uma culpa comum. No entanto, na mais pura tradição da cultura/formação cristã e do pecado original com que todos vimos ao mundo numa insanidade de assumpção de culpas mesmo antes de ter consciência do próprio ser e que nos predispõe à aceitação de castigos que não merecemos, este pode ser um discurso anestesiante. É é-o porque distrai das verdadeiras causas da situação remetendo para a sombra as soluções necessárias, porque castra a contestação justificada e razoável que mantém sociedade e os governantes em estado de alerta, porque "privatiza" culpas passando-as em parte aos cidadãos.
Não podem ser culpados os portugueses de viver acima das suas possibilidades quando a sua maior fatia do seu endividamento é a da habitação porque não há mercado de arrendamento; não podem ser responsabilizados pela crise os desempregados da empresa que recebeu subsídios para se instalar em Portugal e depois fecha, sem penalização, para deslocalizar para países de mão-de-obra mais barata; não podem ser culpados o portugueses pelas ofertas de crédito fácil promovidas pelos bancos feitas a eito e sem critérios de risco; não podem ser culpados por se permitirem pagamentos a 60 e 90 dias (forma de crédito junto dos fornecedores) que sufocam milhares de pequenas e médias empresas deteriorando o tecido produtivo; não podem ser culpados que eventuais actos do foro criminal no BPN e BPP pusessem em causa o sistema financeiro; não podem os portugueses ser culpados de uma crise política para a qual não foram chamados; não podem etc, etc...
Sem dúvida que cada um de nós poderia ter feito melhor, é sempre possível fazer melhor, sobretudo não nos demitindo de participar activamente nos destinos do país e limitando-nos a entregar de quatro em quatro anos (muitas vezes menos) esse destino ao partido A, no partido B ou em A+B.
Peçam-me que contribua, peçam-me que sofra, peçam-me que morra pelo meu país, não me peçam que assuma as culpas que não tenho.
Não podem ser culpados os portugueses de viver acima das suas possibilidades quando a sua maior fatia do seu endividamento é a da habitação porque não há mercado de arrendamento; não podem ser responsabilizados pela crise os desempregados da empresa que recebeu subsídios para se instalar em Portugal e depois fecha, sem penalização, para deslocalizar para países de mão-de-obra mais barata; não podem ser culpados o portugueses pelas ofertas de crédito fácil promovidas pelos bancos feitas a eito e sem critérios de risco; não podem ser culpados por se permitirem pagamentos a 60 e 90 dias (forma de crédito junto dos fornecedores) que sufocam milhares de pequenas e médias empresas deteriorando o tecido produtivo; não podem ser culpados que eventuais actos do foro criminal no BPN e BPP pusessem em causa o sistema financeiro; não podem os portugueses ser culpados de uma crise política para a qual não foram chamados; não podem etc, etc...
Sem dúvida que cada um de nós poderia ter feito melhor, é sempre possível fazer melhor, sobretudo não nos demitindo de participar activamente nos destinos do país e limitando-nos a entregar de quatro em quatro anos (muitas vezes menos) esse destino ao partido A, no partido B ou em A+B.
Peçam-me que contribua, peçam-me que sofra, peçam-me que morra pelo meu país, não me peçam que assuma as culpas que não tenho.
25 abril 2011
"Benjamim", Chico Buarque, D. Quixote
Chico Buarque ganhou dois dos maiores prémios literários do Brasil, Jibuti e Portugal Telecom em 2004 (com Budapeste) e 2010 (com Leite Derramado). Possivelmente balanceada por estes êxitos literários apostou a editora D. Quixote na publicação de Benjamim, obra de 1995.
Na sinopse pode ler-se: "A morte de uma mulher está por trás da vida de Benjamim Zambraia. É a obsessão que o leva a associar tudo o que o cerca no presente a esse enigma do passado, a estabelecer todo o tipo de relações, a começar pelo instante em que encontra a jovem Ariela Masé, que em tudo lhe parece outra, Beatriz.
Deixando um fio de suspense, Benjamim passa de uma situação a outra, de um personagem a outro - quase trágicos, quase grotescos, quase reais..."
Chico Buarque é um narrador do quotidiano, do quotidiano fastidioso, mesquinho, inconsequente de seres sós e solitários, auto-marginalizados.Benjamim não é mais do que isso o relato, passo a passo, - abrem-se portas, fecham-se portas, vai-se ao restaurante, pega-se um táxi, pega-se outro táxi, apanha-se o elevador e assim por diante - da vida de Benjamim Zambraia. Diz ainda a sinopse O mundo opressivo e obsessivo desta história não surge do exterior, não vem de fora, mas é a própria criação de um estilo de narrar, é o resultado de uma prosa sem precedentes. Não me parece. Se algumas vezes ainda se poderá ter a sensação de um universo mental e sentimental concentracionário em que eventualmente o protagonista viverá,todo o resto é um aborrecimento sem chama. Nada mais a dizer.
Na sinopse pode ler-se: "A morte de uma mulher está por trás da vida de Benjamim Zambraia. É a obsessão que o leva a associar tudo o que o cerca no presente a esse enigma do passado, a estabelecer todo o tipo de relações, a começar pelo instante em que encontra a jovem Ariela Masé, que em tudo lhe parece outra, Beatriz.
Deixando um fio de suspense, Benjamim passa de uma situação a outra, de um personagem a outro - quase trágicos, quase grotescos, quase reais..."
Chico Buarque é um narrador do quotidiano, do quotidiano fastidioso, mesquinho, inconsequente de seres sós e solitários, auto-marginalizados.Benjamim não é mais do que isso o relato, passo a passo, - abrem-se portas, fecham-se portas, vai-se ao restaurante, pega-se um táxi, pega-se outro táxi, apanha-se o elevador e assim por diante - da vida de Benjamim Zambraia. Diz ainda a sinopse O mundo opressivo e obsessivo desta história não surge do exterior, não vem de fora, mas é a própria criação de um estilo de narrar, é o resultado de uma prosa sem precedentes. Não me parece. Se algumas vezes ainda se poderá ter a sensação de um universo mental e sentimental concentracionário em que eventualmente o protagonista viverá,todo o resto é um aborrecimento sem chama. Nada mais a dizer.
21 abril 2011
O Benfica / Porto e as sondagens
Ontem, antes do Benfica Porto, fiz uma sondagem “à boca das urnas”, perguntando a dois familiares adeptos do FCP (e incluindo-me no estudo) qual a previsão para o desfecho do jogo. Fomos unânimes: o Porto ganhava, mas não conseguia a passagem à final. Esta conjectura baseava-se em factos lógicos e racionais do tipo: o Benfica é um grande clube, ganhou 2-0 no Dragão e não vai perder a oportunidade de conquistar o 2º troféu caseiro mais importante. Não o confessámos, mas interiormente a crença no excelente momento de forma do FCP fazia-nos acreditar, ter uma última esperança, que uma reviravolta seria possível.
O FCP, para grande regozijo dos adeptos, ultrapassou as expectativas, eliminou o rival no seu reduto e a realidade desta vez colocou-se do lado da inteligência emocional, da paixão pelo clube, da crença e da esperança.
Coincidência das coincidências, no campo político vive-se uma situação semelhante: toda a análise da condição do país dita a derrota do Partido Socialista, partido que suporta o Governo; todo o historial dos últimos seis anos - casos com o Primeiro-Ministro, crise, intervenção externa, desgaste do Governo – remete o PS para uma penalização confrangedora nas eleições de 5 de Junho, evidentemente às mãos do maior partido da oposição, o PSD.Entra, pois, em campo o PSD com a missão de concretizar nas urnas a vantagem que tem e obter uma clara vitória eleitoral (considerando que uma vitória não significa ter apenas mais votos, mas deixar o PS a mais de 10 pontos percentuais de distância e abaixo dos 30% dos votos).
Só que…os estudos de opinião têm abalado (profundamente) aquilo que deveria ser o desenlace lógico. E de aproximação em aproximação o PS cola-se ao concorrente e na mais recente sondagem, por diferença mínima (podemos dizer que golos fora contam a dobrar), aparece à frente do PSD (PS:36,1% - PSD: 35,3%):
E pergunta-se, será possível que para além do próprio José Sócrates ainda haja alguém que queira votar PS?
Talvez o PSD baseie toda a sua estratégia na resposta mais plausível à pergunta acima formulada e se esqueça que os eleitores possam colocar(-se) outra questão: serão confiáveis estes novos governantes (do PSD) que se apresentam no horizonte?
Pelo menos até agora, a resposta é: não.
O PSD numa inépcia política tem desbaratado a vantagem que lhe foi concedida pelas circunstâncias e pelo adversário nos muitos erros que cometeu. O PSD está convencido que lhe basta entrar em campo, gerir a vantagem e o tempo para sair vitorioso nas urnas, descurando tudo o que de emocional, de crença e de esperança também está contido na avaliação política do eleitorado e em seis meses demonstrou fazer o mesmo de que acusa o PS: dizer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, arrogância (Miguel Relvas é caso emblemático, mais do que Passos Coelho), taticismo e oportunismo político, defesa dos interesses partidários acima de todas as coisas.
A disputa política não é um jogo de futebol porque mexe com a vida das pessoas (oh, se mexe) pelo que o paralelismo deva ser apenas encarado como meio de demonstração de que o respeito pelo adversário não é mais do que outro ponto de vista do respeito e consciência que temos por nós próprios.
O FCP, para grande regozijo dos adeptos, ultrapassou as expectativas, eliminou o rival no seu reduto e a realidade desta vez colocou-se do lado da inteligência emocional, da paixão pelo clube, da crença e da esperança.
Coincidência das coincidências, no campo político vive-se uma situação semelhante: toda a análise da condição do país dita a derrota do Partido Socialista, partido que suporta o Governo; todo o historial dos últimos seis anos - casos com o Primeiro-Ministro, crise, intervenção externa, desgaste do Governo – remete o PS para uma penalização confrangedora nas eleições de 5 de Junho, evidentemente às mãos do maior partido da oposição, o PSD.Entra, pois, em campo o PSD com a missão de concretizar nas urnas a vantagem que tem e obter uma clara vitória eleitoral (considerando que uma vitória não significa ter apenas mais votos, mas deixar o PS a mais de 10 pontos percentuais de distância e abaixo dos 30% dos votos).
Só que…os estudos de opinião têm abalado (profundamente) aquilo que deveria ser o desenlace lógico. E de aproximação em aproximação o PS cola-se ao concorrente e na mais recente sondagem, por diferença mínima (podemos dizer que golos fora contam a dobrar), aparece à frente do PSD (PS:36,1% - PSD: 35,3%):
E pergunta-se, será possível que para além do próprio José Sócrates ainda haja alguém que queira votar PS?
Talvez o PSD baseie toda a sua estratégia na resposta mais plausível à pergunta acima formulada e se esqueça que os eleitores possam colocar(-se) outra questão: serão confiáveis estes novos governantes (do PSD) que se apresentam no horizonte?
Pelo menos até agora, a resposta é: não.
O PSD numa inépcia política tem desbaratado a vantagem que lhe foi concedida pelas circunstâncias e pelo adversário nos muitos erros que cometeu. O PSD está convencido que lhe basta entrar em campo, gerir a vantagem e o tempo para sair vitorioso nas urnas, descurando tudo o que de emocional, de crença e de esperança também está contido na avaliação política do eleitorado e em seis meses demonstrou fazer o mesmo de que acusa o PS: dizer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, arrogância (Miguel Relvas é caso emblemático, mais do que Passos Coelho), taticismo e oportunismo político, defesa dos interesses partidários acima de todas as coisas.
A disputa política não é um jogo de futebol porque mexe com a vida das pessoas (oh, se mexe) pelo que o paralelismo deva ser apenas encarado como meio de demonstração de que o respeito pelo adversário não é mais do que outro ponto de vista do respeito e consciência que temos por nós próprios.
20 abril 2011
Feira do Livro de Lisboa
Vou lá estar no dia 7 de Maio, das 15:00 às 17:00, em sessão de autógrafos. E se não for para autógrafos é para a conversa.
Semana dos Livreiros 2011
A APEL - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros irá, pelo terceiro ano consecutivo, celebrar a "Semana dos Livreiros" de 21 a 27 de Abril. Esta iniciativa oferece, uma vez mais, um conjunto de iniciativas culturais que promovem a leitura e assinalam o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a 23 de Abril.
Ao longo da "Semana dos Livreiros", existirão várias promoções em livros nas livrarias lisboetas aderentes, assim como sessões de autógrafos, lançamentos e apresentações.
"A forma como a «Semana dos Livreiros» tem sido bem acolhida, junto de livreiros e público, leva-nos a apostar mais um ano nesta iniciativa, que esperamos que venha a tornar-se uma tradição. Nunca é demais comemorar o livro e promover iniciativas que apostam na divulgação cultural, nos autores e nas suas obras", refere Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
A "Semana do Livreiro" deste ano contará com a participação da Bertrand Chiado e Bertrand Roma, Europa-América, Babel, FNAC Chiado, El Corte Inglés, Livraria Barata, Oficina do Livro 11 – Rossio, Oficina do Livro 23 – Rossio, Livraria CE Bucholz e Livraria CE Chiado.
in site da APEL
Ao longo da "Semana dos Livreiros", existirão várias promoções em livros nas livrarias lisboetas aderentes, assim como sessões de autógrafos, lançamentos e apresentações.
"A forma como a «Semana dos Livreiros» tem sido bem acolhida, junto de livreiros e público, leva-nos a apostar mais um ano nesta iniciativa, que esperamos que venha a tornar-se uma tradição. Nunca é demais comemorar o livro e promover iniciativas que apostam na divulgação cultural, nos autores e nas suas obras", refere Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
A "Semana do Livreiro" deste ano contará com a participação da Bertrand Chiado e Bertrand Roma, Europa-América, Babel, FNAC Chiado, El Corte Inglés, Livraria Barata, Oficina do Livro 11 – Rossio, Oficina do Livro 23 – Rossio, Livraria CE Bucholz e Livraria CE Chiado.
in site da APEL
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