10 abril 2012

VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA

- A resposta do Dr. António José Seguro ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa - Já seria mau o Secretário-Geral do PS ter respondido ao comentador televisivo a quente, num impulso,mas impensável fazê-lo taco-a-taco, com as mesmas armas e no mesmo espaço. Alguém deveria ter avisado o SG da PS, que o tempo televisivo do comentador é muito superior e que as audiências são maiores, o Prof. fala do que quer, quando quer, e não sobre o que lhe perguntam. Antigamente, em duelos, os defensores da honra batiam-se, mas muitas vezes falhavam propositadamente o tiro, a estocada final, para demonstrarem a sua superioridade.

- Regra de ouro na Constituição - Ou se justifica a colocação desta regra na Constituição, ou não se justifica. Não é por se arranjar moeda de troca,colocando a taxa máxima de desemprego num tratado complementar, que a regra de ouro merece inclusão na lei fundamental. Os déficites são controlados (pelos Estados,era desejável) a taxa de desemprego detende em grande medida da iniciativa privada, que irá reclamar resmas de subsídios para a criação de emprego, ou então, o governo é obrigado a contratar-nos a todos (todos, até atingir o tal limite) para funcionários públicos.

- Retoma do pagamento dos subsídios de férias e Natal e congelamento das pré-reformas - Sem discutir as medidas, o que os factos e as declarações dos membros do governo (e partidos apoiantes) mostram é que o executivo se comporta como se fosse dono dos portugueses. Correcção, não se comporta, estão mesmo convencidos que são donos dos portugueses.

- Frase da semana - "2015 é o ano consecutivamente seguinte a 2014", Ministro das Finanças tentando salvar a face do lapso em que incorreu perante as declarações do Primeiro-Ministro que o contradisseram. É uma frase batida, no sentido que já foi mais do que realçada, e no sentido de que já levou pancada a torto e a direito. O pior de tudo foi o ar de gozo com que a disse, anunciando até, que a ia dizer devagar. Não se tratasse da vida das pessoas e o Ministro das Finanças seria recordado por um apurado sentido de humor.

- Livro da semana - A Queda de um Anjo, Camilo Castelo Branco, o que de melhor se escreveu em Portugal sobre a classe política que se vê a braços com o poder sem lhe saber dar uso.

09 abril 2012

O euro (em) 2012

Um amigo (ou se calhar, não) difundiu via e-mail um artigo de Pedro Brás Teixeira, Investigador do NECEP da Universidade Católica, sobre a mais do que previsível e provável saída de Portugal do euro em 2012. Tirou-me o sono ao antever que iríamos perder as nossas poupanças, que a nova moeda seria desvalorizada em cerca de 20% (em relação ao euro, julgo eu) e de que iriam começar a faltar os bens alimentares (e outros). Como solução, "subscrevermos um seguro" que passaria por retirar dinheiro dos bancos e guardá-lo em casa e aprovisionar a despensa com alimentos.

Não sou dado a alarmismos e até vejo o "Walking Dead" à meia-noite nas calmas, mas que o estuporado do artigo me tirou o sono, tirou.
E o pior é que as insónias esta noite não vão passar: A senhora Lagarde, do FMI, admite a saída da Grécia do euro. "Portugal não é Grécia, nós somos bons alunos. Não nos comparem com a Grécia, comparem-nos com a Irlanda", clamam por aí
"-Ó mulher, quantas latas de atum e de salsichas temos na despensa?"

Curso de Escrita de Ficção

Carlos Machado, aos cinquenta anos, escreveu o seu primeiro romance, “O Homem Que Viveu Duas Vezes”, com o qual venceu o Prémio Alves Redol.
Se tivesse frequentado uma Oficina de Escrita, teria demorado tanto tempo a iniciar-se na actividade literária?

Três sessões,com Carlos Machado, dias 13, 20 e 27 de Abril, das 15:00, às 18:00.

Objectivo: despertar a imaginação; perder o medo de escrever; trabalhar as técnicas da escrita em prosa; escrever um conto.

Destinatários: escreventes mais de 16 anos, formadores, candidatos a profissões em que escrever seja fundamental.

Preço: 85 €

Local: Associação de Residentes de Telheiras
Rua Professor Mário Chicó, 5 1600-643 LISBOA

Últimas inscrições para: cbmachado@hotmail.com

04 abril 2012

O Sr. Primeiro-Ministro "desdisse-se"

O senhor Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Manuel Mamede Passos Coelho (dito assim para que não existam dúvidas de quem se trata), enganou novamente ao portugueses: afirmou no ano passado que o corte dos subsídios de férias e de Natal era transitório e por dois anos; hoje disse que seria reposto a partir de 2015 (ano de eleições legislativas) e de forma gradual (o que quer que isso signifique). O Dr. Passos Coelho perdeu definitivamente a vergonha, depois de ter pedido cínica e hipocriticamente desculpa aos portugueses por ter "alinhado" sem querer (disse o Dr. Pedro Manuel Mamede Passos Coelho) num aumento de impostos do Eng.Sócrates. Não há dúvida que ele há crocodilos muito piegas e chorões.

Peter Weiss, o cómico

Peter Weiss não é um especialista em economia e finanças, sociologia ou outra matéria do foro das ciências. É um cómico. Aconselho a PT a rescindir o contrato com os Gato Fedorento e a contratar Weiss para a sua campanha publicitária do MEO.
Diz Weiss que o desemprego subiu em Portugal porque os trabalhadores, quais chico-espertos, correram em massa a desempregar-se para conseguirem ainda as chorudas condições vigentes até 31 de Março. E compra a situação com a compra de tabaco antes do aumento de imposto, ou do custo do combustível, quando a populaça gastadora ainda lhe era capaz de determinar a tendência. O seja, os trabalhadores acorreram a comprar o seu desemprego por bom preço.
O próximo boneco a apresentar por Weiss é o da explicação dos patrões, também eles flagelados pela crise, a fecharem micro, pequenas e médias empresas, devido à falta de crédito, de procura interna, de impostos elevados. Aguardemos, que o homem é um pândego.

03 abril 2012

VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA

- Desemprego atinge taxa record de 15% - o desemprego não é apenas uma consequência da crise, ao atingir níveis incomportáveis torna-se ele próprio uma das causas do agravar da crise e corremos o risco de elevadas taxas de desemprego deixem de ser conjunturais para passarem a estruturais. a solidariedade e a caridade são paliativo para uma situação de curto prazo e não duram para sempre. Medidas de criação de emprego sustentado são urgentes. Este é um daqueles casos em que deveria haver pacto de regime para acorrer a este flagelo.

- Estatutos do PS - cada um governa a sua casa como bem entende, desde que não viole qualquer lei do país. Qualquer um está sujeito a que opinem e comentem sobre a governação da sua casa. E o um que opina está sujeito a que lhe digam que devia informar-se como deve ser e só depois "mandar bitaites".

- BPN - Esta é daquelas que dói. Contabilisticamente podem estar correctas todas as justificações que quiserem para vender o BPN por 40 milhões de euros. E os OITO MIL MILHÕES lá enterrados por todos nós? Quem explica cabalmente esta discrepância e quando são julgados os culpados? Ainda o Madoff sai da prisão e o caso do banco por julgar.

- Frase da semana - "Seria irresponsável se afirmasse que não serão precisas mais medidas de austeridade". Primeiro-Ministro em entrevista à TVI. E quando afirmou em campanha eleitoral que não iria tirar os subsídios de férias e de Natal? Era o quê? Responsável, ou mero candidato ao "pote"

- Livro da semana - Diálogos, Platão. Recomenda-se uma visita às muito longínquas origens do pensamento ocidental, na Grécia Antiga. E é de os rememorar a todos o pré, os e os pós-socráticos.

02 abril 2012

A "golpaça" de Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa é comentador, ponto. MRB comenta sobre tudo o que mexa e tudo o que esteja quieto, vivo ou morto. E como comentador, tem de ter opinião. Deu-a sobre a revisão dos estatutos do Partido Socialista e pode estar firmemente convencido de que se tratou de uma "golpaça" do Dr. Seguro para impedir avanços de putativos candidatos ao lugar, nomeadamente o Dr. António Costa. Só não pode faltar à verdade, sobretudo quando afirma que "nem no salazarismo", referindo-se a práticas de conservação do poder. Não pode, porque não é verdade e passa um atestado pouco abonatório a todos os militantes do Partido Socialista. MBR pregou uma "golpaça" àqueles que o ouviram no seu comentário televisivo.