Paulo Portas fez um interregno nas suas aparições públicas oficiais, quer como ministro, quer como presidente do partido (exceptuando as eleições dos Açores). Durante esse tempo tentou saída airosa do governo sem ter o ónus de queda do mesmo e de crise política. Paulo Portas sabe que está entre a espada e a espada:
1 - Se abandona a coligação e o PSD ganha eleições, este não o convidará para nova parceria;
2 - Se ganha o PS, sabe que não será convidado porque o PS não "poderá" fazer coligações com um dos obreiros parceiros da austeridade ao preço do custe o que custar.
Paulo Portas não considerou que sentido de Estado criar uma crise política - em ocasião em que Portugal estava pior do que hoje segundo palavras do próprio - ao votar contra o PEC IV. Hoje considera sentido de Estado votar contra a própria consciência e as declarações há muito propaladas contra aumento da carga fiscal.
Paulo Portas ponderou abandonar o governo e o partido, para que o PP renascesse e como partido novo teria possibilidade de negociar nova entrada no governo.
Ao viabilizar o OE13, que lançará milhões de portugueses na pobreza Paulo Portas já encetou a renovação do partido: o PP deixou de ser o partido dos contribuintes, para ser, mais consentâ neo com a sua sigla, PP - Partido dos Pedintes.
20 outubro 2012
17 outubro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Conferência de imprensa de Vitor Gaspar sobre o OE13: O "ministro" de Estado e das Finanças colocou definitivamente Cavaco Silva do lado onde ele nunca se sentiu à vontade,do lado do povo. Ao criticar o Presidente da República desmentindo-o na interpretação das palavras do FMI, que assume o engano na receita da austeridade, Gaspar anunciou que de derrota em derrota, ele, técnico conceituado, se manterá "orgulhosamente só".
- Os carros do Grupo Parlamentar do PS: O GP do PS mostrou que existem sempre alternativas: a troca de carros-topo-de-gama por carros-topo-de-gama mais baratos. E sempre os portugueses a pagarem porque a democracia tem custos. Mal vai a sociedade em que a dignidade de um cargo tem de viajar de Mercedes ou de Audi (passe a publicidade).
- Cavaco Silva e o Facebook: Cavaco Silva é uma não existência. Não tem voz, não tem rosto, pois nem se tem a certeza de que aquela figura que vemos numa feira, numa conferência, na entrega de um prémio, seja efectivamente Cavaco Silva. O ser usa então o facebook embuído da certeza de que a mensagem veículada através de redes é a evolução do modo como Deus comunicava com Moisés, pelas inscrições a fogo numa pedra.
- Frase da semana: "Quero retribuir ao país o que investiu na minha educação", disse Vitor Gaspar. O cinismo, na acepção dos antigos gregos, é de prática difícil. Não pretende desdenhar, desprezar ou achincalhar o alvo. Vitor Gaspar utilizou o cinismo para gozar com os portugueses. Sem cinismo, com desprezo, os portugueses perdoam-lhe a dívida e recusam mais retribuições
- Livro da semana: O Outono do Patriarca, de Gabriel García Márquez
- Os carros do Grupo Parlamentar do PS: O GP do PS mostrou que existem sempre alternativas: a troca de carros-topo-de-gama por carros-topo-de-gama mais baratos. E sempre os portugueses a pagarem porque a democracia tem custos. Mal vai a sociedade em que a dignidade de um cargo tem de viajar de Mercedes ou de Audi (passe a publicidade).
- Cavaco Silva e o Facebook: Cavaco Silva é uma não existência. Não tem voz, não tem rosto, pois nem se tem a certeza de que aquela figura que vemos numa feira, numa conferência, na entrega de um prémio, seja efectivamente Cavaco Silva. O ser usa então o facebook embuído da certeza de que a mensagem veículada através de redes é a evolução do modo como Deus comunicava com Moisés, pelas inscrições a fogo numa pedra.
- Frase da semana: "Quero retribuir ao país o que investiu na minha educação", disse Vitor Gaspar. O cinismo, na acepção dos antigos gregos, é de prática difícil. Não pretende desdenhar, desprezar ou achincalhar o alvo. Vitor Gaspar utilizou o cinismo para gozar com os portugueses. Sem cinismo, com desprezo, os portugueses perdoam-lhe a dívida e recusam mais retribuições
- Livro da semana: O Outono do Patriarca, de Gabriel García Márquez
09 outubro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- António José Seguro propõe redução do número de deputados: Antes do mais é preciso dizer que o número de representantes do povo não é de 230 porque sim. Tem por trás um modelo matemático que determina a equidade representativa da expressão dos votos traduzida em número de deputados. O modelo estatístico pode ser outro e não este, mas qualquer alteração do número de efectivos no Parlamento não parece que venha ajudar à resolução da crise económico-financeira.
Existem mais assessores no governo sem serem plebiscitados do que deputados.
- Aumento brutal de impostos: O ministro prometeu hoje trabalhar “com afinco” para substituir o aumento de impostos por medidas de redução de despesa em 2013 (in Jornal de negócios). Estamos na presença do bom aluno que só aprende (?) depois de repetir o mesmo exercício dezenas de vezes - apaga, e volta a fazer. Então o trabalho, com o tal afinco, de corte nas gorduras do Estado não deveria ser feito desde o primeiro dia de governação? O governo brinca despudoradamente com a vida dos portugueses.
- Congresso das Alternativas Democráticas: Iniciativa louvável não tanto pelas soluções (ou falta delas) apresentadas, mas pelo atitude de cidadania que constitui a discussão de ideias plurais. O aparecimento de um Syriza à portuguesa paira sobre os promotores destas actividades, o que é perfeitamente legítimo, mas talvez desnecessário.
- Coligação PSD-CDS: Pela primeira vez (pode ser que tenha havido outras, mas não me lembro) o taticismo de Paulo Portas falhou rotundamente: foi desancado por Honório Novo e vexado pela "bióika" Passos/Relvas. Numa coligação frágil o partido minoritário é sempre o partido mais forte. Paulo Portas perdeu essa oportunidade.
- Frase da semana: "O seu salário é pago pela troika", mais uma frase que exemplificativa dos conceitos de soberania e de democracia que os actuais protagonistas do PSD perfilham.
- Livro da semana: Ferrugem Americana, de Philipp Meyer. Obra sobre a perda do sonho americano. Pode ser que alguém, algum dia, escreva sobre a falência do sonho português.
Existem mais assessores no governo sem serem plebiscitados do que deputados.
- Aumento brutal de impostos: O ministro prometeu hoje trabalhar “com afinco” para substituir o aumento de impostos por medidas de redução de despesa em 2013 (in Jornal de negócios). Estamos na presença do bom aluno que só aprende (?) depois de repetir o mesmo exercício dezenas de vezes - apaga, e volta a fazer. Então o trabalho, com o tal afinco, de corte nas gorduras do Estado não deveria ser feito desde o primeiro dia de governação? O governo brinca despudoradamente com a vida dos portugueses.
- Congresso das Alternativas Democráticas: Iniciativa louvável não tanto pelas soluções (ou falta delas) apresentadas, mas pelo atitude de cidadania que constitui a discussão de ideias plurais. O aparecimento de um Syriza à portuguesa paira sobre os promotores destas actividades, o que é perfeitamente legítimo, mas talvez desnecessário.
- Coligação PSD-CDS: Pela primeira vez (pode ser que tenha havido outras, mas não me lembro) o taticismo de Paulo Portas falhou rotundamente: foi desancado por Honório Novo e vexado pela "bióika" Passos/Relvas. Numa coligação frágil o partido minoritário é sempre o partido mais forte. Paulo Portas perdeu essa oportunidade.
- Frase da semana: "O seu salário é pago pela troika", mais uma frase que exemplificativa dos conceitos de soberania e de democracia que os actuais protagonistas do PSD perfilham.
- Livro da semana: Ferrugem Americana, de Philipp Meyer. Obra sobre a perda do sonho americano. Pode ser que alguém, algum dia, escreva sobre a falência do sonho português.
02 outubro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Remodelação governamental: Ninguém está interessado em que o governo caia neste momento. Ninguém dos costumeiros actores políticos: o PS não está interessado em que a crise lhe aterre nos braços; o PR não está interessado em ter de resolver a crise política; o próprio governo não está interessado porque ainda não terminou a sua agenda liberal.
Resta o caminho da remodelação. No actual estado de coisas quem se atreve a ocupar cargos governativos para seguir a mesma política? (Falo de gente capaz, não de uns tresloucados que para aí andam).
- Corre Portugal o risco de transformar noutra Grécia?: Os arautos da desgraça não se cansam de nos ameaçar com a helenização de Portugal. Da desgraça porque só nos apontam dois caminhos: sacrificarmo-nos como os gregos, ou sacrificarmo-nos como escravos. Seria bom que os arautos assestassem baterias, por exemplo, a exigir que o Banco Central Europeu pusesse de imediato em marcha o que anunciou com grande circunstância a 6 de Setembro: a compra de obrigações dos países europeus. Esta é uma alternativa, e não foi apresentada por partidos da oposição ou centrais sindicais.
- A falácia das medidas de substituição da alteração da TSU: As medidas de austeridade que se aproximam não visam captar qualquer receita que as alterações à TSU angariariam. Com a dita alteração o Estado arrecadaria a pindérica quantia de 500 milhões de euros (passivo do Benfica). Para cumprimento das metas dos déficites faltam muitos mais milhões. Logo se não tem havido movimento anti-TSU seriam as novas medidas de austeridade a adicionar à TSU.
- Catalunha: Portugal deve em parte a reconquista de independência em 1640 à Catalunha. Filipe IV teve de optar entre acorrer à rebelião independentista da Catalunha ou à de Portugal (a da Andaluzia também estava na calha). Esta questão não é oportuna, dizem, devido à crise do euro e das dívidas soberanas; mas ela surge mais acutilante precisamente devido à crise do euro e das dívidas soberanas.
- Frase da semana: "houve um tempo de impunidade, que acabou", declarações da ministra da Justiça sobre as buscas às residências de ex-governantes socialistas. A ministra julga, condena, apenas porque foram executadas buscas domiciliárias e pior de tudo porque a cor partidária é diferente da sua. Paula Teixeira da Cruz não faz mais do que dar voz ao princípio do fim da democracia em Portugal. E pensa-se impune.
- Livro da semana: Submissão, de Amy Waldman .
Resta o caminho da remodelação. No actual estado de coisas quem se atreve a ocupar cargos governativos para seguir a mesma política? (Falo de gente capaz, não de uns tresloucados que para aí andam).
- Corre Portugal o risco de transformar noutra Grécia?: Os arautos da desgraça não se cansam de nos ameaçar com a helenização de Portugal. Da desgraça porque só nos apontam dois caminhos: sacrificarmo-nos como os gregos, ou sacrificarmo-nos como escravos. Seria bom que os arautos assestassem baterias, por exemplo, a exigir que o Banco Central Europeu pusesse de imediato em marcha o que anunciou com grande circunstância a 6 de Setembro: a compra de obrigações dos países europeus. Esta é uma alternativa, e não foi apresentada por partidos da oposição ou centrais sindicais.
- A falácia das medidas de substituição da alteração da TSU: As medidas de austeridade que se aproximam não visam captar qualquer receita que as alterações à TSU angariariam. Com a dita alteração o Estado arrecadaria a pindérica quantia de 500 milhões de euros (passivo do Benfica). Para cumprimento das metas dos déficites faltam muitos mais milhões. Logo se não tem havido movimento anti-TSU seriam as novas medidas de austeridade a adicionar à TSU.
- Catalunha: Portugal deve em parte a reconquista de independência em 1640 à Catalunha. Filipe IV teve de optar entre acorrer à rebelião independentista da Catalunha ou à de Portugal (a da Andaluzia também estava na calha). Esta questão não é oportuna, dizem, devido à crise do euro e das dívidas soberanas; mas ela surge mais acutilante precisamente devido à crise do euro e das dívidas soberanas.
- Frase da semana: "houve um tempo de impunidade, que acabou", declarações da ministra da Justiça sobre as buscas às residências de ex-governantes socialistas. A ministra julga, condena, apenas porque foram executadas buscas domiciliárias e pior de tudo porque a cor partidária é diferente da sua. Paula Teixeira da Cruz não faz mais do que dar voz ao princípio do fim da democracia em Portugal. E pensa-se impune.
- Livro da semana: Submissão, de Amy Waldman .
27 setembro 2012
Citar os Lusíadas pode ser perigoso
O Dr. Passos Coelho citou Luís de Camões, apoiando-se nos versos de Os Lusíadas, para garantir a nobreza e elevação das suas palavras (suas, de Passos Coelho). Longe de mim pensar que o Primeiro-Ministro não leu Os Lusíadas, pois é um livro que existe, mas mostrou que não conhece a Luís de Camões, desconhece a sua vida e índole, o que terá levado a não se rodear das necessárias cautelas para o apresentar como exemplo para os portugueses. Pode mesmo ser perigoso e nefasto, se não, vejamos:
Segundo consta, o dito Luís de Camões nunca foi dado a grandes esforços e trabalhos. Quando estudava(?) em Coimbra tornou-se no paradigma de outros tantos estudantes, séculos depois, que pouco ou nada roçaram o gibão ou as calças pelos bancos da universidade. Terá, possivelmente, numa de tráfico de influências,obtido o beneplácito e fechar de olhos de muitos professores, já que o tio Bento era Chanceler da Universidade.
Depois, alheando-se das formigas, tornou-se numa cigarra do Paço entre outras muitas cigarras, passando os dias, mesmo os de Inverno, a rimar doces seduções às meninas da nobreza e do povo; emigrou (talvez, segundo a cartilha de Passos Coelho, a única coisa que fez bem feita) dedicando-se a muita leitura de clássicos, ao mesmo tempo que dava mostras de lhe faltar aquela centelha do empreendedorismo inseriu-se naquele grupo pouco recomendável dos intelectuais e toca de escrever a obra onde o Primeiro-Ministro bebeu agora a inspiração; regressado a Portugal (o que um português verdadeiramente patriota nunca faria) por todos os meios tentou, e conseguiu, junto de D. Sebastião um subsídio do Reino, à custa de tantas loas cantar do Rei. Já no fim da vida, na miséria, queixava-se de não ter o Rendimento Social de Inserção, não deixando, contudo, de viver acima das suas possibilidades, pois não prescindia do seu criado Jao.
Estou em crer que é chegada a altura de alguém soprar ao Dr. Passos Coelho, não os versos de Camões, mas os de outro poeta português (outro que queria subsídios):
Já Governo não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Segundo consta, o dito Luís de Camões nunca foi dado a grandes esforços e trabalhos. Quando estudava(?) em Coimbra tornou-se no paradigma de outros tantos estudantes, séculos depois, que pouco ou nada roçaram o gibão ou as calças pelos bancos da universidade. Terá, possivelmente, numa de tráfico de influências,obtido o beneplácito e fechar de olhos de muitos professores, já que o tio Bento era Chanceler da Universidade.
Depois, alheando-se das formigas, tornou-se numa cigarra do Paço entre outras muitas cigarras, passando os dias, mesmo os de Inverno, a rimar doces seduções às meninas da nobreza e do povo; emigrou (talvez, segundo a cartilha de Passos Coelho, a única coisa que fez bem feita) dedicando-se a muita leitura de clássicos, ao mesmo tempo que dava mostras de lhe faltar aquela centelha do empreendedorismo inseriu-se naquele grupo pouco recomendável dos intelectuais e toca de escrever a obra onde o Primeiro-Ministro bebeu agora a inspiração; regressado a Portugal (o que um português verdadeiramente patriota nunca faria) por todos os meios tentou, e conseguiu, junto de D. Sebastião um subsídio do Reino, à custa de tantas loas cantar do Rei. Já no fim da vida, na miséria, queixava-se de não ter o Rendimento Social de Inserção, não deixando, contudo, de viver acima das suas possibilidades, pois não prescindia do seu criado Jao.
Estou em crer que é chegada a altura de alguém soprar ao Dr. Passos Coelho, não os versos de Camões, mas os de outro poeta português (outro que queria subsídios):
Já Governo não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
16 setembro 2012
FUGA DE INFORMAÇÃO DO GOVERNO
Para não pôr em causa a coesão do governo, Passos Coelho determinou que se algum membro do mesmo tiver inteligência não deve mostrá-la em solidariedade com o resto do executivo.
14 setembro 2012
PASSOS COELHO UNIU OS PORTUGUESES
O Primeiro-Ministro, com o anúncio da austeridade-ideológica de dia 7, em substituição da austeridade-por-necessidade, e com o entrevista de atabalhoamento económico e político dada ontem à RTP1, conseguiu o inimaginável: unir os portugueses contra "eles". Nunca no pós-25 de Abril foi tão notória a linha separadora entre nós, o povo português, e "eles", os governantes dos interesses, dos amiguismos, das negociatas. Dir-se-á que todos os governos cederam a interesses de diverso cariz e concederam ou pagaram os seus favores. Nenhum como este, levava já preparada para a cadeira do poder uma cartilha tão bem estudada e delineada de assalto ao pote.
Somos definitivamente nós contra "eles". Todo o povo, porque muitos dos portugueses que constituem a base social de apoio dos partidos do governo, vivem acima das suas possibilidades, mas abaixo das suas necessidades, muitos deixaram de ter dinheiro para a saúde, para transportes, para comer, para a escola dos filhos.
O Primeiro-Ministro que dizia ser ele o porta-voz das más notícias, limitou-se a anunciar uma só, deixando o resto ao ministro Gaspar; o Primeiro-Ministro fez uma escolha ideológica entre o trabalho e o capital ao escolher para anunciar a medida da TSU, aquela que despudoradamente transfere dinheiro dos trabalhadores para as empresas.
Passos Coelho pode apresentar à troika um amplo consenso nacional: nós todos, o povo, contra "eles", o governo.
Somos definitivamente nós contra "eles". Todo o povo, porque muitos dos portugueses que constituem a base social de apoio dos partidos do governo, vivem acima das suas possibilidades, mas abaixo das suas necessidades, muitos deixaram de ter dinheiro para a saúde, para transportes, para comer, para a escola dos filhos.
O Primeiro-Ministro que dizia ser ele o porta-voz das más notícias, limitou-se a anunciar uma só, deixando o resto ao ministro Gaspar; o Primeiro-Ministro fez uma escolha ideológica entre o trabalho e o capital ao escolher para anunciar a medida da TSU, aquela que despudoradamente transfere dinheiro dos trabalhadores para as empresas.
Passos Coelho pode apresentar à troika um amplo consenso nacional: nós todos, o povo, contra "eles", o governo.
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