- O Ministro da Economia: o dr. Álvaro Santos Pereira adoptou um discurso contrário ao da austeridade a todo custo. Seria reconfortante acreditar que o ministro caiu em si e percebeu que a luz ao fundo do túnel só aparece com a reactivação da economia real e com medidas governamentais que a incentivem, já que as empresas estão moribundas ou apáticas. Mas, o que o ministro percebeu foi que a sua penosa estada no ministério não tem fim à vista porque a remodelação tarda e a queda do governo não é para já; percebeu que num discurso contrário ao oficial ganha em dois carrinhos, ou é afastado e se a economia em 2013 falhar (como se prevê) diz que ele é que tinha razão, se se mantém dirá que que as suas teses receberam um voto de confiança e se a economia falhar a culpa não será (apenas) sua, porque, como ele e nós sabemos, o que vai vingar como política é a austeridade cega (é o OE 2013 que o diz).
- A chantagem dos e com os mercados: Há semanas atrás a troika ameaçava não libertar a nova tranche para a Grécia se o Orçamento de Estado não fosse aprovado; o Primeiro-Ministro grego ameaçava que se tal não acontecesse não havia mais dinheiro nos cofres.
O orçamento que penaliza gravemente os gregos foi aprovado; a Europa continua em reuniões para decidir sobre a tranche; o dinheiro ainda não acabou nos cofres gregos.Os mercados reagem inalterados às notícias gregas, ora vão para cima ora vão para baixo.
Isto tem um nome: CHANTAGEM.
- Eleições na Catalunha: os neo-separatistas do CiU (neo porque são separatistas à boleia da crise), de centro-direita, não obtiveram maioria absoluta e perderam lugares no Parlamento, numas eleições oportunistas e populistas de Artur Mas. A Catalunha, o País Basco e o resto da Espanha estão condenados a entender-se: a industrialização da Espanha foi toda concentrada, ao longo de décadas, naquelas duas províncias porque as mais próximas de França e dos caminhos terrestres para a Europa; mas o principal importador das duas províncias é o resto da Espanha. Se as duas províncias se tornam independentes, a Espanha fica sem unidades industriais e a Catalunha e o País Basco de menos boas relações com o principal importador. Não deixa de prevalecer a vontade dos povos, mas estes têm de decidir informados e em consciência, nunca em emotividade conforme o apelo de Mas.
- Frase da semana: Estado social...dividir o mal pelas aldeias. Nos pormenores o PM revela-se. A concepção de Estado Social de Passos Coelho não passa de um estado assitencialista, mais propriamente de um estado IPSS, para tratar dos pobrezinhos. O Estado Social destina-se a distribuir o BEM pelas aldeias, em que se procede a uma redistribuição da riqueza através da cuidados primários (e secundários se o dinheiro chegar) que são pagos por todos, onde quem mais tem mais paga. Passos Coelho é denotadamente contra o Estado Social, faria bem em defender coerente e consistentemente a sua dama e deixar de se pronunciar angélico e compungido sobre aquilo que recusa.
- Livro da semana: A Piada Infinita, David Foster Wallace
27 novembro 2012
21 novembro 2012
O burro e a vaca do presépio
Ainda não li o último livro de Bento XVI, mas os comentários às verdades aí reveladas já correm mundo e são feitos pelos media e por muita gente que também não o leu. E tenhamos a certeza que, na espuma dos dias, não vai restar mais do que isto.
Resumindo o facto, o Papa, com explicações, quase como provas, vem reafirmar a virgindade de Maria, mãe de Jesus, a ausência da vaca e do burro no presépio e que aquilo que conduziu os Reis Magos, e que já foi cometa e meteorito, é uma supernova.
A Igreja Católica teme que os crentes tremam na sua fé, ponham em causa a veracidade e autenticidade da sua igreja e que, face às descobertas científicas, arqueológicas, documentais,a deserção para outras crenças e crendices mais apelativas, ou para ou agnosticismno e ateísmo, seja imparável. Dá a sensação que tem uma má-consciência sobre os fundamentos da razão da sua existência e que algumas inverdades dogmáticas sejam confundidas com algumas práticas menos éticas, morais e religiosas em que a Igreja tem incorrido.
A Igreja teria muito a ganhar se seguisse os ensinamentos bíblicos: a César, o que é de César. Portanto, ao reino da fé, o que é da fé; ao domínio da ciência, o que é do domínio da ciência. Não é de modo incompatível a uma pessoa, com conhecimentos da ciência, explicar (até agora) a origem do Universo com a Teoria do Big Bang e que na hora da reza dê graças a Deus pela criação do Mundo.
20 novembro 2012
VISAO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Greve Geral 14N: Por muito que custe, a greve tem hoje em dia um efeito prático muito restrito. As greves têm efeitos quando prejudicam directamente patrões do sector privado, ou quando prolongadas afectam profundamente os cidadãos. Sendo os grevistas maioritariamente provenientes do sector público, onde não há nenhum dirigente que se sinta na obrigação de resolver os conflitos laborais, e com paralisações de um dia, como o caso do dia 14, as consequências de uma greve esbatem-se e tendem a perder o significado. Fica o protesto e a contestação ao governo - justificada e legítima - e sobretudo a união dos movimentos sindicais da Europa, nomeadamente os dos países do sul.
- Carga policial: Uma actuação policial firme impunha-se depois de desordeiros provocarem distúrbios em frente da Assembleia da República no fim da manifestação da CGTP. No entanto, o tempo que a Polícia de Intervenção aguentou uma chuva de pedras não foi um sinal de sensatez, mas sim do seu contrário, permitindo, impassíveis, que o património público fosse destruído. Se pretendiam que os desordeiros caíssem numa cilada, falharam. Pelos vistos, só "os" apanharam longe do local e sem certezas de que seriam os tais. As justificações dadas para a dispersão dos manifestantes (não estou a falar em desproporção, estou a referir-me a estratégia utilizada) e as detenções efectuadas, fazem lembrar a revolução dos pregos de Ângelo Correia (quem não tiver possibilidades de saber o que foi, diga, que eu depois conto).
- 6ª avaliação da troika: O "exame" periódico da troika foi genericamente o que se esperava: estão os indicadores fora do estabelecido, mas está tudo a correr como previsto e, conforme a perspicácia da srª Merkl na semana anterior, a fatia de empréstimo vai ser libertada. De relevar que não deixa de ser espectacular o modo "desemocionado", como o ministro Vitor Gaspar anuncia o sucesso/desastre do plano de ajustamento misturado o aumento de desemprego, e no mesmo tom de voz, na mesma cadência pausada, passa do estamos no bom caminho para o prolongamento demais anos da austeridade. Talvez não seja o ministro que esteja desfasado da realidade, talvez seja mesmo ele que não é real.
- Frase da semana: "A greve, embora seja", "apesar de ser", um direito constitucional...". Mais uma vez o discurso condescendente, disfarçadamente inócuo, com um direito dos trabalhadores, mostra a ideologia escondida, os emboras e apesares mais não significam "este ano é assim, mas quando refundarmos o estado a greve passa a ser proibida". A greve não é um direito qualquer, é um marco, é um símbolo, de que é legítimo e possível contrapor a um poder outro poder. A greve (mesmo com a ineficácia referida no início da crónica) deve ser interiorizada numa sociedade como um direito inalianável que não tem como seu contrário o direito a não fazer greve como nos querem fazer crer.
- Livro da semana: Liberdade, Jonhatan Frazer.
- Carga policial: Uma actuação policial firme impunha-se depois de desordeiros provocarem distúrbios em frente da Assembleia da República no fim da manifestação da CGTP. No entanto, o tempo que a Polícia de Intervenção aguentou uma chuva de pedras não foi um sinal de sensatez, mas sim do seu contrário, permitindo, impassíveis, que o património público fosse destruído. Se pretendiam que os desordeiros caíssem numa cilada, falharam. Pelos vistos, só "os" apanharam longe do local e sem certezas de que seriam os tais. As justificações dadas para a dispersão dos manifestantes (não estou a falar em desproporção, estou a referir-me a estratégia utilizada) e as detenções efectuadas, fazem lembrar a revolução dos pregos de Ângelo Correia (quem não tiver possibilidades de saber o que foi, diga, que eu depois conto).
- 6ª avaliação da troika: O "exame" periódico da troika foi genericamente o que se esperava: estão os indicadores fora do estabelecido, mas está tudo a correr como previsto e, conforme a perspicácia da srª Merkl na semana anterior, a fatia de empréstimo vai ser libertada. De relevar que não deixa de ser espectacular o modo "desemocionado", como o ministro Vitor Gaspar anuncia o sucesso/desastre do plano de ajustamento misturado o aumento de desemprego, e no mesmo tom de voz, na mesma cadência pausada, passa do estamos no bom caminho para o prolongamento demais anos da austeridade. Talvez não seja o ministro que esteja desfasado da realidade, talvez seja mesmo ele que não é real.
- Frase da semana: "A greve, embora seja", "apesar de ser", um direito constitucional...". Mais uma vez o discurso condescendente, disfarçadamente inócuo, com um direito dos trabalhadores, mostra a ideologia escondida, os emboras e apesares mais não significam "este ano é assim, mas quando refundarmos o estado a greve passa a ser proibida". A greve não é um direito qualquer, é um marco, é um símbolo, de que é legítimo e possível contrapor a um poder outro poder. A greve (mesmo com a ineficácia referida no início da crónica) deve ser interiorizada numa sociedade como um direito inalianável que não tem como seu contrário o direito a não fazer greve como nos querem fazer crer.
- Livro da semana: Liberdade, Jonhatan Frazer.
13 novembro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- O filme de Marcelo para mostrar aos alemães: Uma ideia que não é descabida, mas peca em duas questões básicas:
Marcelo Rebelo de Sousa pensou que bastaria a sua chancela para que as portas do Brandenburgo se abrissem para que o povo alemão tivesse oportunidade de tomar conhecimento dos portugueses; depois, a execução parece (se calhar, é mesmo) de um amadorismo atroz, de um voluntarismo pífio, de um desenrasca mal-amanhado, de comparações com a Alemanha que por vezes raiam o mau-gosto, passando, assim, a mensagem contrária do que se pretende.
- A Convenção do BE: O BE tem alguma atractividade na sociedade portuguesa e é um facto que já não pode ser considerado um epifenómeno. No entanto, o BE que contrariou o proverbial divisionismo da esquerda, volta aos tiques antigos das vanguardas revolucionárias verdadeiros defensores dos ideais socialistas. Se bem que o momento fosse de exaltação (e promoção), ao BE não ficaria mal um assomo de realismo e reconhecimento do seu peso no plano partidário e social.
- A visita da Chanceler alemã a Portugal: As últimas declarações de Angela Merkl sobre os anos de austeridade, a visita relâmpago de "fiscalização" aos países em dificuldades, têm um efeito prático mais visível dentro da Alemanha do que no plano externo. Merkl continua a governar a Europa para os alemães e para ganhar eleições na Alemanha: lidera as intenções de voto, em coligação, e tem elevados índices de popularidade pessoal. Angela Merkl não é responsável pela crise financeira portuguesa, pode não ser, mas que tem dado grande ajuda para o atrasar de soluções, isso tem.
- Frase da semana: O facto relevante desta semana que findou - que antecedeu a visita da chanceler alemã, uma greve geral europeia, o início do sexto exame da troika, a Convenção do BE com ataque cerrado e piscar de olho ao PS, o momento (escassos segundos) em que o Presidente da República rompe o silêncio para falar do OE 2013, inauguração de hotel de luxo -, é a ausência de um discurso forte e polarizador do lídere da oposição. O Dr. António José Seguro tem apresentado alternativas,tem repetido um discurso responsável sobre a estratégia do PS para o país, mas mais para não ser esquecido do que para ser lembrado.
- Livro da semana: "Os Segredos do Mar Vermelho", de Henry de Monfreid. Um extraordinário livro de aventuras verídicas vividas pelo autor no Leste de África.
- A Convenção do BE: O BE tem alguma atractividade na sociedade portuguesa e é um facto que já não pode ser considerado um epifenómeno. No entanto, o BE que contrariou o proverbial divisionismo da esquerda, volta aos tiques antigos das vanguardas revolucionárias verdadeiros defensores dos ideais socialistas. Se bem que o momento fosse de exaltação (e promoção), ao BE não ficaria mal um assomo de realismo e reconhecimento do seu peso no plano partidário e social.
- A visita da Chanceler alemã a Portugal: As últimas declarações de Angela Merkl sobre os anos de austeridade, a visita relâmpago de "fiscalização" aos países em dificuldades, têm um efeito prático mais visível dentro da Alemanha do que no plano externo. Merkl continua a governar a Europa para os alemães e para ganhar eleições na Alemanha: lidera as intenções de voto, em coligação, e tem elevados índices de popularidade pessoal. Angela Merkl não é responsável pela crise financeira portuguesa, pode não ser, mas que tem dado grande ajuda para o atrasar de soluções, isso tem.
- Frase da semana: O facto relevante desta semana que findou - que antecedeu a visita da chanceler alemã, uma greve geral europeia, o início do sexto exame da troika, a Convenção do BE com ataque cerrado e piscar de olho ao PS, o momento (escassos segundos) em que o Presidente da República rompe o silêncio para falar do OE 2013, inauguração de hotel de luxo -, é a ausência de um discurso forte e polarizador do lídere da oposição. O Dr. António José Seguro tem apresentado alternativas,tem repetido um discurso responsável sobre a estratégia do PS para o país, mas mais para não ser esquecido do que para ser lembrado.
- Livro da semana: "Os Segredos do Mar Vermelho", de Henry de Monfreid. Um extraordinário livro de aventuras verídicas vividas pelo autor no Leste de África.
09 novembro 2012
Não boicotem o Banco Alimentar
Quando o ouvi a discursiva Isabel Jonet na mesa-redonda televisiva, proferi um desabafo, que disparate!, e fui deitar-me descansado. Eis senão quando, na manhã seguinte e dias sucedâneos, as declarações da Presidente do Banco Alimentar (é por isso que ela é convidada para os debates) passam a facto nacional da maior relevância.
Isabel Jonet enganou-se redondamente, do ponto de vista económico (excelente o post de Pedro Lains no seu blogue), social, moral e até político, naquilo que disse. Mas reproduziu não só o que ela pensa, mas o que muitos portugueses, devido a falta ou deturpação de informação, pensam. O que é criticável, é que Isabel Jonet não sendo uma cidadã qualquer, não deve enganar-se, e levar ao engano muitos dos que a escutam; deve prepara-se melhor, obter boa informação e cuidar o discurso para não raiar a insensibilidade social (que é algo de que Isabel Jonet não pode ser acusada).
E mesmo que a dita alocução se identifique, ou a colem, com uma ideologia de direita retrógrada (não sei quais são os ideais políticos de Isabel Jonet), nem de longe, nem de perto, tem as consequências daquilo que é diariamente proferido por muitos decisores deste país e por opinadores que não nos largam a porta.
Considero que a discordância e a crítica são legítimas e justificadas, mas acho completamente descabidos os apelos de boicote ao Banco Alimentar e os abaixo-assinados a pedir a demissão de Isabel Jonet de Presidente.
E mesmo que a dita alocução se identifique, ou a colem, com uma ideologia de direita retrógrada (não sei quais são os ideais políticos de Isabel Jonet), nem de longe, nem de perto, tem as consequências daquilo que é diariamente proferido por muitos decisores deste país e por opinadores que não nos largam a porta.
Considero que a discordância e a crítica são legítimas e justificadas, mas acho completamente descabidos os apelos de boicote ao Banco Alimentar e os abaixo-assinados a pedir a demissão de Isabel Jonet de Presidente.
06 novembro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- A carta: O PSD ou o governo, enviou uma carta ao PS. E ontem já se ouviu que se o PS não alinha será responsável pelo descalabro caso não seja refundado o Estado Social de acordo com o que o PSD quer. A chamada fuga para a frente, deixando o PS para trás. O PSD não pretende salvar o país, pretende salvar-se: se o PS concorda, será co-responsável no desastre; se não concorda, pode o PSD provocar eleições, o PS ganha, e fica com o ónus de ir pedir batatinhas ao PSD que dirá seraficamente: não quiseram, agora não queremos nós.
- O deputado rebelde do PP Madeira: O voto contra o OE13 da parte do deputado da Madeira não tem base em qualquer objecção de consciência relativa ao duro aumento de impostos que o OE comporta. Visa exclusiva e popularmente capitalizar as circunstâncias de uma reviravolta na condução do PSD Madeira. Quando Jardim abandonar a liderança do PSD no arquipélago (o PP pensou que era para já) o PP poder-se-á tornar na região o partido charneira que é no Continente.
- Eleições presidenciais nos EUA: Nesta madrugada previsivelmente conhecer-se-á o novo presidente dos EUA. A luta pela vitória está renhida e os europeus (os povos) olham com alguma ansiedade e esperança para o desfecho final. Não sabem de que modo um dos principais condutores do Mundo os pode afectar, mas têm a sensação de que com Obama o Mundo será mais habitável.
- Frase da semana: "Mais cinco anos de austeridade", a sr.ª Merkel proferiu esta frase mais para dentro do que para fora. A Chanceler está a dizer aos alemães votem em mim que eu não vou permitir que o resto da Europa ande a viver à custa do dinheiro que a Alemanha lhes disponibiliza. Para fora, está a dizer que já está a mandar nos orçamentos de cada país da CE.
- Livro da semana: Recomenda-se a leitura da Constituição e do memorando com a troika. Não são muitas páginas e assim saberíamos do que estamos a falar e de como nos pretendem enganar.
- O deputado rebelde do PP Madeira: O voto contra o OE13 da parte do deputado da Madeira não tem base em qualquer objecção de consciência relativa ao duro aumento de impostos que o OE comporta. Visa exclusiva e popularmente capitalizar as circunstâncias de uma reviravolta na condução do PSD Madeira. Quando Jardim abandonar a liderança do PSD no arquipélago (o PP pensou que era para já) o PP poder-se-á tornar na região o partido charneira que é no Continente.
- Eleições presidenciais nos EUA: Nesta madrugada previsivelmente conhecer-se-á o novo presidente dos EUA. A luta pela vitória está renhida e os europeus (os povos) olham com alguma ansiedade e esperança para o desfecho final. Não sabem de que modo um dos principais condutores do Mundo os pode afectar, mas têm a sensação de que com Obama o Mundo será mais habitável.
- Frase da semana: "Mais cinco anos de austeridade", a sr.ª Merkel proferiu esta frase mais para dentro do que para fora. A Chanceler está a dizer aos alemães votem em mim que eu não vou permitir que o resto da Europa ande a viver à custa do dinheiro que a Alemanha lhes disponibiliza. Para fora, está a dizer que já está a mandar nos orçamentos de cada país da CE.
- Livro da semana: Recomenda-se a leitura da Constituição e do memorando com a troika. Não são muitas páginas e assim saberíamos do que estamos a falar e de como nos pretendem enganar.
01 novembro 2012
O COMPLEXO DE PORTNOY, Philipe Roth, D.Quixote
Muito possivelmente os judeus são o único povo do mundo que goza consigo próprio para se enaltecer, para além de assim retirarem a iniciativa da gozação aos detractores e inimigos. E são bastantes os exemplos daqueles que usam desta faceta "judaica" com críticas inteligentes, directas e certeiras.
O Complexo de Portnoy, que adiciona a crítica aos judeus, a crítica aos genitores - sendo a ordem das parcelas arbitrária -, não é um romance na acepção comum do termo, mas antes um delirante percurso "monologado" através da sexualidade "pervertida" de um judeu desde a infância até à idade adulta, com a sempre presente figura castradora da mãe. Um desfiar romanceado da história de vida íntima de Alexander Portnoy, vida frustrada e frustrante, com episódios picantes, com a incerteza permanente entre o certo e o errado, errado que pratica com maior frequência do que o certo.
Philipe Roth usa e abusa (mas bem abusado) de uma linguagem muito directa, muito explícita (mais parece impossível) das partes e actos sexuais, quer para se referir à função, quer para praguejar. É por isso que, no dizer do próprio autor, a história é contada na cadeira de um psiquiatra, o único modo de tornar a descrição possível e real.
Se alguém procura ler sobre sexo explícito, esqueça definitivamente as sombras de qualquer gray e leia esta obra de Philip Roth publicada em 1969.
O Complexo de Portnoy, que adiciona a crítica aos judeus, a crítica aos genitores - sendo a ordem das parcelas arbitrária -, não é um romance na acepção comum do termo, mas antes um delirante percurso "monologado" através da sexualidade "pervertida" de um judeu desde a infância até à idade adulta, com a sempre presente figura castradora da mãe. Um desfiar romanceado da história de vida íntima de Alexander Portnoy, vida frustrada e frustrante, com episódios picantes, com a incerteza permanente entre o certo e o errado, errado que pratica com maior frequência do que o certo.
Philipe Roth usa e abusa (mas bem abusado) de uma linguagem muito directa, muito explícita (mais parece impossível) das partes e actos sexuais, quer para se referir à função, quer para praguejar. É por isso que, no dizer do próprio autor, a história é contada na cadeira de um psiquiatra, o único modo de tornar a descrição possível e real.
Se alguém procura ler sobre sexo explícito, esqueça definitivamente as sombras de qualquer gray e leia esta obra de Philip Roth publicada em 1969.
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