Millôr Fernandes acompanhou-me na juventude no suplemento do Diário Popular, numa secção humorística. Supostamente humorística. E eu estranhava que o lápis-azul da censura não riscasse por ali e deixasse passar muitas daquelas piadas, sobretudo muitos daqueles pensamentos libertários (também ao certo, os leitores não conheciam em concreto quantas vezes o tal lápis necessitava de ser afiado).
No que há época me foi dado ler, não me lembro, porventura porque não as detectava, de muitas críticas abertas ao regime e governo brasileiro (e por maioria de razão, ao regime ditatorial português), mas não levei muito tempo a perceber que essencialmente nos denunciava a nós, que nos remetíamos ao comodismo de não nos libertarmos da nossa abulia cívica, da recusa da ideologia fácil, e da renegação da falsa moral, e que era esta apatia política e social o mais perigoso apoio de regimes autocráticos e das ideologias de pensamento unificado.
Hoje, temos uma plêiade de humoristas que desancam - com muita graça - nos governos, mas deixam-nos de fora, como espectadores que têm como única fuga a crítica ao governo. MIllôr Fernandes não era um humorista, era um cínico, um sarcástico, que nos abanava na espreguiçadeira.
29 março 2012
27 março 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Greve Geral - O movimento sindical não domina grandes sectores da vida nacional de modo a causar perturbação com paralisações, ainda por cima de um só dia; além disso, quaisquer laivos de anarquismo da 1ª República que o tornassem mais contundente foram há muito completamente erradicados. A CGTP calculou mal a estratégia e táctica da Greve Geral. Serviu, sem querer, os interesses do governo: mostrou que o país não quer/não pode parar, foi tudo calmo e ordeiro e até as cargas policiais no Chiado serviram para dizer que o movimento sindical é pacífico e que nada teve a ver com as agressões à polícia, o governo é democrata e cumpriu-se a democracia. E tudo isto é verdade,mas não é o que a CGTP pretendia mostrar.
O movimento e organizações sindicais são fundamentais para o estabelecimento de equilíbrios entre os parceiros produtivos que, pela natureza das coisas, têm interesses antagónicos, mas não basta gritar que existem.
- Carga policial sobre manifestantes no Chiado - O uso da força policial deve ser o adequado ao grau de ameaça. Não parece que, mesmo com os vídeos do sr. Ministro, a ameaça provocada por uns arremessos de cadeiras fosse de grande monta. E o que está em causa não é o bater em profissionais da comunicação, é o bater em cidadãos. E se cidadãos cometeram infracções, nomeadamente de desacatos e de alteração da ordem pública, devem ser identificados, detidos e presentes a tribunal. Ah, mas eles fogem. As forças de segurança têm de certeza os meios para os apanhar e fazer prova.
- Congresso do PSD - Os congressos partidários são para consumo interno dos partidos, dizem. Não são, os partidos tudo fazem para que os meios de comunicação, em especial as televisões, deles dêem o maior eco possível, e durante quase 72 horas somos bombardeados com as chegadas em directo dos notáveis, das saídas em directo, dos discursos em directo, dos comentários em directo, dos anónimos em directo. Matéria barata (penso eu de que) para as televisões encherem a programação. O 34º Congresso do PSD tinha ym atractivo, a oportunidade de ouro de Passos Coelho mostrar que tem algum estofo de estadista. Desbaratou-a por completo nos dois discursos que fez, principalmente no de encerramento em que foi a reboque das críticas da comunicação social e que suscitou críticas acrescidas.
- Mergulho de James Cameron nas profundezas marinhas - O realizador do filme Titanic efectuou o mais profundo mergulho no mar a solo. À superfície disse-se maravilhado com o que tinha visto, havia criaturas fantásticas que não sabia como as catalogar, se peixes, se outro tipo de seres. Será que a oposição portuguesa, nomeadamente o PS, anda escondida a tais profundidades?
- Frase da semana - Todo o discurso de diatribe de Filipe Menezes (pai) contra José Sócrates. Desde que chorou no Congresso em que acusou o eixo Lisboa/Cascais (do PSD) de lhe fazer a cama que não se lhe ouvia tal sanha em procura de um bombo-da-festa.
- Livro da semana - Lolita, de Vladimir Nabokov. Um dos romances a ler antes de morrer (depois talvez não seja possível). Em tempos de depressão e de crise o refúgio na grande literatura pode ser um caminho.
O movimento e organizações sindicais são fundamentais para o estabelecimento de equilíbrios entre os parceiros produtivos que, pela natureza das coisas, têm interesses antagónicos, mas não basta gritar que existem.
- Carga policial sobre manifestantes no Chiado - O uso da força policial deve ser o adequado ao grau de ameaça. Não parece que, mesmo com os vídeos do sr. Ministro, a ameaça provocada por uns arremessos de cadeiras fosse de grande monta. E o que está em causa não é o bater em profissionais da comunicação, é o bater em cidadãos. E se cidadãos cometeram infracções, nomeadamente de desacatos e de alteração da ordem pública, devem ser identificados, detidos e presentes a tribunal. Ah, mas eles fogem. As forças de segurança têm de certeza os meios para os apanhar e fazer prova.
- Congresso do PSD - Os congressos partidários são para consumo interno dos partidos, dizem. Não são, os partidos tudo fazem para que os meios de comunicação, em especial as televisões, deles dêem o maior eco possível, e durante quase 72 horas somos bombardeados com as chegadas em directo dos notáveis, das saídas em directo, dos discursos em directo, dos comentários em directo, dos anónimos em directo. Matéria barata (penso eu de que) para as televisões encherem a programação. O 34º Congresso do PSD tinha ym atractivo, a oportunidade de ouro de Passos Coelho mostrar que tem algum estofo de estadista. Desbaratou-a por completo nos dois discursos que fez, principalmente no de encerramento em que foi a reboque das críticas da comunicação social e que suscitou críticas acrescidas.
- Mergulho de James Cameron nas profundezas marinhas - O realizador do filme Titanic efectuou o mais profundo mergulho no mar a solo. À superfície disse-se maravilhado com o que tinha visto, havia criaturas fantásticas que não sabia como as catalogar, se peixes, se outro tipo de seres. Será que a oposição portuguesa, nomeadamente o PS, anda escondida a tais profundidades?
- Frase da semana - Todo o discurso de diatribe de Filipe Menezes (pai) contra José Sócrates. Desde que chorou no Congresso em que acusou o eixo Lisboa/Cascais (do PSD) de lhe fazer a cama que não se lhe ouvia tal sanha em procura de um bombo-da-festa.
- Livro da semana - Lolita, de Vladimir Nabokov. Um dos romances a ler antes de morrer (depois talvez não seja possível). Em tempos de depressão e de crise o refúgio na grande literatura pode ser um caminho.
21 março 2012
A Metamorfose, Franz Kafka, Editorial Presença
Falar de Kafka, da sua vida, da sua obra, ou de qualquer livro em particular, é correr o risco de repetir tudo o que já de muito foi dito sobre o universo claustrofóbico do escritor. Então, sobre A Metamorfose já correram rios de tinta.
Kafka escreve este conto num descritivo muito simples e linear, e de forma soberba introduz todos os factores - todos,mas apenas os estritamente necessários -, para que o leitor entre no universo castrador de Gregor Samsa: a família, o emprego. Gregor Samsa, numa manhã, simplesmente acorda insecto e dá início a uma nova vivência interior e nova convivência com os seus familiares, pais e irmã. A sua transformação em insecto, se o limita no mundo dos humanos, não deixa de ser uma forma de libertação, já que o liberta dos seus deveres familiares e profissionais. No entanto, ao passar à condição de insecto não tem hipóteses de sobrevivência porque se os pais e irmã têm para com ele uma condescendência e compaixão iniciais, depressa se fartam dele, mesmo que o reconheçam como filho ou irmão. O homem/insecto se se viu de alguma maneira libertado, não pode actuar em completo à-vontade em qualquer das condições.
A mestria deste conto está precisamente na singeleza da exposição da complexidade da liberdade/clausura que se encontra em cada uma das condições e que vai desde a forma do próprio corpo até às imposições morais a que Gregor Samsa se vê obrigado quer na sua condição humana, quer na sua forma animal.
Desde o primeiro parágrafo - "Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto" -, que o leitor entra directamente na nova realidade de Gregor Samsa e da família e, tal como a família, desenvolve uma simpatia com o infortúnio de Gregor, mas em breve, já pouco esta interessado em como se safa Gregor, mas antes como se safa a família (que diabo, os humanos tem de se ruins para os outros). O leitor não se questiona o que levou aquela condição; o leitor não se pergunta porque é que Gregor Samsa apenas modificou a aparência e, como insecto, mantém o sentimento e o pensamento humanos. Tão simples, tão imediato, e tão perturbador, que o leitor se sente talvez aliviado com a expectativa de ser convidado para o casamento da irmã de Gregor, no mundo dos humanos. Gregor Samsa, por seu lado, encontra o alívio e a libertação mais douradora que existe para qualquer ser: a morte.
Kafka escreve este conto num descritivo muito simples e linear, e de forma soberba introduz todos os factores - todos,mas apenas os estritamente necessários -, para que o leitor entre no universo castrador de Gregor Samsa: a família, o emprego. Gregor Samsa, numa manhã, simplesmente acorda insecto e dá início a uma nova vivência interior e nova convivência com os seus familiares, pais e irmã. A sua transformação em insecto, se o limita no mundo dos humanos, não deixa de ser uma forma de libertação, já que o liberta dos seus deveres familiares e profissionais. No entanto, ao passar à condição de insecto não tem hipóteses de sobrevivência porque se os pais e irmã têm para com ele uma condescendência e compaixão iniciais, depressa se fartam dele, mesmo que o reconheçam como filho ou irmão. O homem/insecto se se viu de alguma maneira libertado, não pode actuar em completo à-vontade em qualquer das condições.
A mestria deste conto está precisamente na singeleza da exposição da complexidade da liberdade/clausura que se encontra em cada uma das condições e que vai desde a forma do próprio corpo até às imposições morais a que Gregor Samsa se vê obrigado quer na sua condição humana, quer na sua forma animal.
Desde o primeiro parágrafo - "Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto" -, que o leitor entra directamente na nova realidade de Gregor Samsa e da família e, tal como a família, desenvolve uma simpatia com o infortúnio de Gregor, mas em breve, já pouco esta interessado em como se safa Gregor, mas antes como se safa a família (que diabo, os humanos tem de se ruins para os outros). O leitor não se questiona o que levou aquela condição; o leitor não se pergunta porque é que Gregor Samsa apenas modificou a aparência e, como insecto, mantém o sentimento e o pensamento humanos. Tão simples, tão imediato, e tão perturbador, que o leitor se sente talvez aliviado com a expectativa de ser convidado para o casamento da irmã de Gregor, no mundo dos humanos. Gregor Samsa, por seu lado, encontra o alívio e a libertação mais douradora que existe para qualquer ser: a morte.
14 março 2012
BONECA DE LUXO, Truman Capote, Dom Quixote
Truman Capote publicou Boneca de Luxo em 1958 e seria hoje uma hoje uma história banal e trivial: uma rapariga,Holly Golightly, há pouco saída da menoridade, vinda de uma infância débil, abalança-se no mundo munida da sua beleza e do seu corpo, com o único intuito de planar acima das agruras do dito mundo - um dos maiores prazeres seria um pequeno-almoço no Tiffany's.
Uma noveleta, como lhe chamam os brasileiros, em que Truman Capote começa a aplicar a sua grande invenção, no dizer do próprio: o romance de não-ficção. Boneca de Luxo é uma história sem fim à vista em que o candidato a escritor, Paul, nos seus encontros com a rapariga, vai desvendado o passado, que determina os anseios de presente e de futuro de Holly.
Tida como uma história de amizade de um homem, desinteressada de outros interesses, por uma rapariga pela qual os homens só se interessam pelo prazer da carne, Capote veste Paul(ou é mesmo o autor que não se despe)da sua profissão de jornalista e a noveleta constitui-se num percurso de uma visão jornalística à cata dos factos, dos como e dos porquês de uma vida marginal.
Truman Capote escreveu sobre vidas marginais, possivelmente na tentativa de perceber a sua própria marginalidade, porque Capote deixa transparecer da sua obra, e dos relatos da sua vida, que a sua marginalidade não é um resultado da natureza ou do destino, mas uma questão de opção. Se hoje Boneca de Luxo seria uma história banal, à época foi ela própria uma obra marginalizada e assaz controversa, passada a cinema, três anos depois, numa versão muito benévola, em que Capote pretendia que Marylin Monroe fosse a protagonista, o que foi recusada por haver uma grande identificação entre Marylin e a prostituta Holly (conclusão do autor destas linhas. Daí também que a obra não seja assim tão ficcionada).
Truman Capote percebeu que a atracção, dos normais, pela marginalidade não é o que se conta dela, mas o que se deixa no ar sem ser dito: o prazer da diferença, a transgressão aos códigos éticos e morais, a sensação de liberdade. E paradoxalmente, ou não, o marginal consciente, como Truman Capote é um prisioneiro porque só é feliz se os outros se espantarem com, ou admirarem, a sua marginalidade.
Uma noveleta, como lhe chamam os brasileiros, em que Truman Capote começa a aplicar a sua grande invenção, no dizer do próprio: o romance de não-ficção. Boneca de Luxo é uma história sem fim à vista em que o candidato a escritor, Paul, nos seus encontros com a rapariga, vai desvendado o passado, que determina os anseios de presente e de futuro de Holly.
Tida como uma história de amizade de um homem, desinteressada de outros interesses, por uma rapariga pela qual os homens só se interessam pelo prazer da carne, Capote veste Paul(ou é mesmo o autor que não se despe)da sua profissão de jornalista e a noveleta constitui-se num percurso de uma visão jornalística à cata dos factos, dos como e dos porquês de uma vida marginal.
Truman Capote escreveu sobre vidas marginais, possivelmente na tentativa de perceber a sua própria marginalidade, porque Capote deixa transparecer da sua obra, e dos relatos da sua vida, que a sua marginalidade não é um resultado da natureza ou do destino, mas uma questão de opção. Se hoje Boneca de Luxo seria uma história banal, à época foi ela própria uma obra marginalizada e assaz controversa, passada a cinema, três anos depois, numa versão muito benévola, em que Capote pretendia que Marylin Monroe fosse a protagonista, o que foi recusada por haver uma grande identificação entre Marylin e a prostituta Holly (conclusão do autor destas linhas. Daí também que a obra não seja assim tão ficcionada).
Truman Capote percebeu que a atracção, dos normais, pela marginalidade não é o que se conta dela, mas o que se deixa no ar sem ser dito: o prazer da diferença, a transgressão aos códigos éticos e morais, a sensação de liberdade. E paradoxalmente, ou não, o marginal consciente, como Truman Capote é um prisioneiro porque só é feliz se os outros se espantarem com, ou admirarem, a sua marginalidade.
13 março 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- O QREN - Os fundos comunitários sempre foram, em última instância, "geridos" pelo Ministério das Finanças. O que efectivamente se passou é que o Sr. Ministro da Economia e do ... e do... e do, depois de se ver esvaziado de quase todas as suas funções, aproveitou a deixa para se pôr ao fresco (entenda-se o fresco como as baixas temperaturas que se fazem sentir no Canadá). Pediram-lhe, então, um sacrifício: permanecer mais uns tempos no governo Sacrificou-se, porque, na sua ideologia, ele acredita piamente que a política de austeridade e privatização da sociedade do governo está certa, ele só queria que não lhe atirassem mais pastéis de nata.
- O prefácio de Roteiros VI, discursos do Presidente da República - O Prof. Cavaco Silva, teve o maior deslize da sua carreira de Presidente da República. Todos os deslizes, até agora, tinham tido importância momentânea e poucas ou nenhumas consequências futuras. Ao dizer que o Eng. José Sócrates, enquanto primeiro-Ministro, não cumpriu a Constituição e não o tendo demitido, está a dizer que poderão existir os golpes constitucionais que existirem que o Presidente da República nada fará. Confessou que o Presidente da República faltou ao seu juramento de fazer cumprir a Constituição.
- Desfasamento de números -É usual governo e oposição não estarem de acordo quanto à causa dos números. Mas que os números, os oficias, possam divergir, é caricato. Relativamente às contas da Parque Escolar e ao pico do número de mortos, ficou-se com a nítida sensação de que existem números, oficiais, a contento de todas as partes, ficando por esclarecer o que é realmente importante: existe ou não incompetência de gestão que não é devidamente saneada? O governo demitiu os gestores da Parque Escolar e das Estradas de Portugal não porque tivessem cometido erros de gestão, mas porque contradisseram o governo.
- Frase da semana - O não-corte dos salários da TAP não são uma excepção são uma adaptação, proferida pelo Ministro Miguel Relvas. Mais uma vez, a querer fazer de nós estúpidos. Começa a ser demais.
- Livro da semana - Deixem falar as pedras, de David Machado, recomendado a quem estiver interessado em saber como se conta e propaga a verdade.
- O prefácio de Roteiros VI, discursos do Presidente da República - O Prof. Cavaco Silva, teve o maior deslize da sua carreira de Presidente da República. Todos os deslizes, até agora, tinham tido importância momentânea e poucas ou nenhumas consequências futuras. Ao dizer que o Eng. José Sócrates, enquanto primeiro-Ministro, não cumpriu a Constituição e não o tendo demitido, está a dizer que poderão existir os golpes constitucionais que existirem que o Presidente da República nada fará. Confessou que o Presidente da República faltou ao seu juramento de fazer cumprir a Constituição.
- Desfasamento de números -É usual governo e oposição não estarem de acordo quanto à causa dos números. Mas que os números, os oficias, possam divergir, é caricato. Relativamente às contas da Parque Escolar e ao pico do número de mortos, ficou-se com a nítida sensação de que existem números, oficiais, a contento de todas as partes, ficando por esclarecer o que é realmente importante: existe ou não incompetência de gestão que não é devidamente saneada? O governo demitiu os gestores da Parque Escolar e das Estradas de Portugal não porque tivessem cometido erros de gestão, mas porque contradisseram o governo.
- Frase da semana - O não-corte dos salários da TAP não são uma excepção são uma adaptação, proferida pelo Ministro Miguel Relvas. Mais uma vez, a querer fazer de nós estúpidos. Começa a ser demais.
- Livro da semana - Deixem falar as pedras, de David Machado, recomendado a quem estiver interessado em saber como se conta e propaga a verdade.
09 março 2012
Cavaco Silva, será possível?
Segundo as notícias, o Sr. Presidente da República acusa o Eng.º José Sócrates de falta de lealdade institucional e de ter sido apanhado de surpresa pela apresentação do PEC IV.
As acusações são graves. E são demasiado graves para estarem tanto tempo caladas e são demasiado graves para serem reveladas apenas através do prefácio de um livro (Roteiros VI). Sobretudo a falta de lealdade institucional mereceria uma daquelas comunicações ao país a anunciar a demissão do Primeiro-Ministro
A ser verdade, os portugueses devem acusar o Sr. Presidente de falta de lealdade, pois foram a votos sem toda a informação - seria até possível que o PSD ganhasse com maioria absoluta. Além disso, o Sr. Presidente dá uma imagem de pessoa muito avisada (e avisadora) constantemente surpreendida: ele foi o PEC IV, ele foi a taxa de desemprego. No que é importante o Sr. Presidente anda muito mal informado.
07 março 2012
Na Margem do Teu Segredo
No próximo dia 10 de Março, no Auditório do Campo Grande, pelas 15:00 estarei a apresentar o romance " Na Margem do Teu Segredo", de Julieta Ferreira.
Vão estar 24º celsius e o céu apresentar-se-á parcialmente encoberto. Mas nos tempos que correm quem é que liga a um dia de Sol?
A autora convida-vos a estarem presentes, e eu descubro já aqui algumas das coisas que irei dizer: o livro está escrito num...; acorre-nos uma reflexão sobre...; o romance é...; a escritora leva-nos...
Quer saber o resto? Então, apareça.
Vão estar 24º celsius e o céu apresentar-se-á parcialmente encoberto. Mas nos tempos que correm quem é que liga a um dia de Sol?
A autora convida-vos a estarem presentes, e eu descubro já aqui algumas das coisas que irei dizer: o livro está escrito num...; acorre-nos uma reflexão sobre...; o romance é...; a escritora leva-nos...
Quer saber o resto? Então, apareça.
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