16 setembro 2012
FUGA DE INFORMAÇÃO DO GOVERNO
Para não pôr em causa a coesão do governo, Passos Coelho determinou que se algum membro do mesmo tiver inteligência não deve mostrá-la em solidariedade com o resto do executivo.
14 setembro 2012
PASSOS COELHO UNIU OS PORTUGUESES
O Primeiro-Ministro, com o anúncio da austeridade-ideológica de dia 7, em substituição da austeridade-por-necessidade, e com o entrevista de atabalhoamento económico e político dada ontem à RTP1, conseguiu o inimaginável: unir os portugueses contra "eles". Nunca no pós-25 de Abril foi tão notória a linha separadora entre nós, o povo português, e "eles", os governantes dos interesses, dos amiguismos, das negociatas. Dir-se-á que todos os governos cederam a interesses de diverso cariz e concederam ou pagaram os seus favores. Nenhum como este, levava já preparada para a cadeira do poder uma cartilha tão bem estudada e delineada de assalto ao pote.
Somos definitivamente nós contra "eles". Todo o povo, porque muitos dos portugueses que constituem a base social de apoio dos partidos do governo, vivem acima das suas possibilidades, mas abaixo das suas necessidades, muitos deixaram de ter dinheiro para a saúde, para transportes, para comer, para a escola dos filhos.
O Primeiro-Ministro que dizia ser ele o porta-voz das más notícias, limitou-se a anunciar uma só, deixando o resto ao ministro Gaspar; o Primeiro-Ministro fez uma escolha ideológica entre o trabalho e o capital ao escolher para anunciar a medida da TSU, aquela que despudoradamente transfere dinheiro dos trabalhadores para as empresas.
Passos Coelho pode apresentar à troika um amplo consenso nacional: nós todos, o povo, contra "eles", o governo.
Somos definitivamente nós contra "eles". Todo o povo, porque muitos dos portugueses que constituem a base social de apoio dos partidos do governo, vivem acima das suas possibilidades, mas abaixo das suas necessidades, muitos deixaram de ter dinheiro para a saúde, para transportes, para comer, para a escola dos filhos.
O Primeiro-Ministro que dizia ser ele o porta-voz das más notícias, limitou-se a anunciar uma só, deixando o resto ao ministro Gaspar; o Primeiro-Ministro fez uma escolha ideológica entre o trabalho e o capital ao escolher para anunciar a medida da TSU, aquela que despudoradamente transfere dinheiro dos trabalhadores para as empresas.
Passos Coelho pode apresentar à troika um amplo consenso nacional: nós todos, o povo, contra "eles", o governo.
11 setembro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Comunicação do Primeiro-Ministro ao País: Hoje a crónica tem um único ponto, e em forma de manifesto.
É absolutamente imprescindível que todos, e cada um, tomem consciência que a comunicação do Primeiro-Ministro ao País , na passada sexta-feira, é um ponto de viragem. Não se limitou à apresentação do primeiro-ministo-sexta-feira de mais umas medidas de austeridade que o cidadão e pai-sábado lamenta. É preciso que todos, e cada um, tomem consciência de que o governo, pela boca do seu arauto das más notícias, o que fez foi passar todo o ónus da tentativa da saída crise para o trabalho, para as pessoas, para as famílias, aliviando o capital, as empresas, e mantendo muitas das despesas inúteis da máquina do Estado inalteradas.
E a comunicação aos portugueses é um ponto de viragem porque:
ou, a rebelião que se tem sentido nas redes sociais e nos media, proveniente de todos os sectores da sociedade, toma corpo, toma forma, tem efeitos práticos, e governo e troika arrepiam caminho passando a olhar para as pessoas do modo que elas merecem,
ou, se mais uma vez todos, e cada um, se acomodam, e então, aí sim, nada deterá estes governantes. É o regabofe como este povo nunca viu.
- Livro da semana: A Fome, de Knut Hamsun.
É absolutamente imprescindível que todos, e cada um, tomem consciência que a comunicação do Primeiro-Ministro ao País , na passada sexta-feira, é um ponto de viragem. Não se limitou à apresentação do primeiro-ministo-sexta-feira de mais umas medidas de austeridade que o cidadão e pai-sábado lamenta. É preciso que todos, e cada um, tomem consciência de que o governo, pela boca do seu arauto das más notícias, o que fez foi passar todo o ónus da tentativa da saída crise para o trabalho, para as pessoas, para as famílias, aliviando o capital, as empresas, e mantendo muitas das despesas inúteis da máquina do Estado inalteradas.
E a comunicação aos portugueses é um ponto de viragem porque:
ou, a rebelião que se tem sentido nas redes sociais e nos media, proveniente de todos os sectores da sociedade, toma corpo, toma forma, tem efeitos práticos, e governo e troika arrepiam caminho passando a olhar para as pessoas do modo que elas merecem,
ou, se mais uma vez todos, e cada um, se acomodam, e então, aí sim, nada deterá estes governantes. É o regabofe como este povo nunca viu.
- Livro da semana: A Fome, de Knut Hamsun.
10 setembro 2012
O Sentido do Fim, Julian Barnes, Quetzal
"O Sentido do Fim", em narrativa pretensamente desprendida de Julian Barnes tem algo de intimista e confessional. Uma conversa que se podia ter à mesa de café com um amigo a quem não seria necessário pedir segredo, pois os factos relatados de tão banais não mereceriam o reparo de reservados.
O romance (?) desenvolve-se a dois tempos: um, em que Tony Webster, em idade jovem, colegial, ansiando por sexo, literatura e discussões filosóficas, se encontra com Adrian Finn, novo companheiro de escola, e o apresenta à sua namorada Verónica; outro, em idade madura, em que já percorreu os passos normais de um casamento, de um divórcio,de ter uma filha, de uma carreira. A relação entre Adrien e Verónica (per)seguirá Tony Webster ao longo da vida, mas sem lhe causar engulhos até ao momento em que é confrontado com um estranho testamento e uma página arrancada do diário de Adrien que se suicidara.
"O Sentido do Fim", é um percurso através da memória, do envelhecimento, e do quanto o convencimento em verdades absolutas do nosso passado nos podem atraiçoar. A ordem dos factores não é arbitrária: o envelhecimento só acontece à medida que a memória vai colocando os factos nos lugares que cada um de nós lhe destina, já que a memória não é mais do que uma escolha do que queremos e como queremos recordar.
O romance, laureado com Man Booker Prize Award 2011, vale sobretudo pelas pequenas reflexões que o autor introduz ao longo da narrativa que nos fazem pensar que as memórias são retoques que damos no passado para construírem - ficcionarem - a nossa história de vida. Por vezes, damos conta que vivemos iludidos e que somos obrigados a uma remodelação bem maior do passado do que aquela a que já nos habituáramos.
Julian Barnes deixa muitas portas entreabertas sobre a vida das personagens e dos acontecimentos. Mas, não é assim que, em tom coloquial, falamos com os nossos amigos: lacunas, saltos no tempo, memórias dispersas? Um bom livro capaz de despertar o interesse noutros títulos do mesmo autor.
O romance (?) desenvolve-se a dois tempos: um, em que Tony Webster, em idade jovem, colegial, ansiando por sexo, literatura e discussões filosóficas, se encontra com Adrian Finn, novo companheiro de escola, e o apresenta à sua namorada Verónica; outro, em idade madura, em que já percorreu os passos normais de um casamento, de um divórcio,de ter uma filha, de uma carreira. A relação entre Adrien e Verónica (per)seguirá Tony Webster ao longo da vida, mas sem lhe causar engulhos até ao momento em que é confrontado com um estranho testamento e uma página arrancada do diário de Adrien que se suicidara.
"O Sentido do Fim", é um percurso através da memória, do envelhecimento, e do quanto o convencimento em verdades absolutas do nosso passado nos podem atraiçoar. A ordem dos factores não é arbitrária: o envelhecimento só acontece à medida que a memória vai colocando os factos nos lugares que cada um de nós lhe destina, já que a memória não é mais do que uma escolha do que queremos e como queremos recordar.
O romance, laureado com Man Booker Prize Award 2011, vale sobretudo pelas pequenas reflexões que o autor introduz ao longo da narrativa que nos fazem pensar que as memórias são retoques que damos no passado para construírem - ficcionarem - a nossa história de vida. Por vezes, damos conta que vivemos iludidos e que somos obrigados a uma remodelação bem maior do passado do que aquela a que já nos habituáramos.
Julian Barnes deixa muitas portas entreabertas sobre a vida das personagens e dos acontecimentos. Mas, não é assim que, em tom coloquial, falamos com os nossos amigos: lacunas, saltos no tempo, memórias dispersas? Um bom livro capaz de despertar o interesse noutros títulos do mesmo autor.
04 setembro 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- RTP I: A Administração da RTP não tinha que tomar qualquer posição pública sobre opiniões de consultores mesmo que essas tivessem o aval do ministro da tutela. Com a publicação de um comunicado discordante apenas restava à administração um caminho: a porta da rua. Só que, perante estes factos, a iniciativa de abandonar o cargo não deveria ter sido da Administração, mas da Tutela. O ministro Miguel Relvas ao não fazê-lo mostrou o déficite de autoridade de que padece e que desconhece o bê-a-bá da gestão e da condução de organizações empresariais.
- RTP II: Com as razões até agora apresentadas não me dou por plenamente convencido sobre as virtualidades de uma RTP pública ou privada.O argumento de que em todo mundo é assim, para mim é curto. A única coisa que estou convicto é que o processo de alienação da RTP está inquinado de início e que dá ares a chico-espertertisse de entrega a preço de saldo de um canal de televisão a interesses ou amigos privados.
- RTP, outros e os submarinos O CDS-PP opôs-se a novo aumento de impostos - periscópio de fora; O CDS-PP entrava a Lei Eleitoral das Autarquias - proa dos submarinos a emergir; o CDS-PP rebela-se contra a opinião de um consultor-turbo para a RTP - o corpo do processo dos submarinos quase à tona como anunciado na universidade de verão do PSD. Pero que las hay, hay.
-Déficite de 2012 em 6,9%: A revisão em alta, em forte alta e não apenas numas décimas como disse o sr. PR, não é surpresa para ninguém. Muito menos para o governo. Todos os indicadores económicos e económico-sociais estão piores do que há um ano e meio. Este é o bom caminho, custe o que custar, pois os mercados, os chineses, os angolanos, os amigos, estão contentes
- Frase da semana: Nem tudo aconteceu exactamente como esperado, declaração do Primeiro-Ministro. Não sei exactamente o que esperava o sr. Primeiro-Ministro, mas que nada se passou exactamente como aquilo que por ele foi dito, disso temos a certeza. E isso está documentado.
- Livro da semana: A Ilha de Sukkwan de David Vann. Ilha inóspita e "perdida" no Alasca onde pai e filho passam doze meses em tensão. Recomendado a Passos Coelho e Paulo Portas. A situação torna-se incontrolável.
- RTP II: Com as razões até agora apresentadas não me dou por plenamente convencido sobre as virtualidades de uma RTP pública ou privada.O argumento de que em todo mundo é assim, para mim é curto. A única coisa que estou convicto é que o processo de alienação da RTP está inquinado de início e que dá ares a chico-espertertisse de entrega a preço de saldo de um canal de televisão a interesses ou amigos privados.
- RTP, outros e os submarinos O CDS-PP opôs-se a novo aumento de impostos - periscópio de fora; O CDS-PP entrava a Lei Eleitoral das Autarquias - proa dos submarinos a emergir; o CDS-PP rebela-se contra a opinião de um consultor-turbo para a RTP - o corpo do processo dos submarinos quase à tona como anunciado na universidade de verão do PSD. Pero que las hay, hay.
-Déficite de 2012 em 6,9%: A revisão em alta, em forte alta e não apenas numas décimas como disse o sr. PR, não é surpresa para ninguém. Muito menos para o governo. Todos os indicadores económicos e económico-sociais estão piores do que há um ano e meio. Este é o bom caminho, custe o que custar, pois os mercados, os chineses, os angolanos, os amigos, estão contentes
- Frase da semana: Nem tudo aconteceu exactamente como esperado, declaração do Primeiro-Ministro. Não sei exactamente o que esperava o sr. Primeiro-Ministro, mas que nada se passou exactamente como aquilo que por ele foi dito, disso temos a certeza. E isso está documentado.
- Livro da semana: A Ilha de Sukkwan de David Vann. Ilha inóspita e "perdida" no Alasca onde pai e filho passam doze meses em tensão. Recomendado a Passos Coelho e Paulo Portas. A situação torna-se incontrolável.
23 agosto 2012
A ESTAÇÃO PARVA, TONTA, O RAIO-QUE-A-PARTA
Em texto, de 14 de Agosto, VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA, aqui escrevi que a estação parva é bem mais séria do que parece. Se o facto de em 2013 ser necessário compensar a receita que se previa arrecadar com os cortes de subsídios da função já não nos agourava um Agosto tranquilo, hoje foi revelado que a cobrança de impostos ficou três mil milhoes abaixo do previsto pelo governo, cabendo a maior fatia da queda ao IVA. Este dinheirinho não falta em 2013, é já em 2012. A estação é parva pelo que ninguém estranhará que o Primeiro-Ministro reafirme o custe o que custar, o Álvaro ministro diga que estamos a trabalhar no coiso e vamos ver os efeitos, que o Dr. Vítor Gaspar anda as voltas com o calendário do Borda d'água em busca do ano em que se inverterá a desgraça do déficite, do desemprego, da retoma, e que o dr. Paulo Portas, muito convincente, diga que agora estamos melhor estabelecendo paralelos entre o tempo em que ia meter combustível a Espanha, em que cortava nas fundações, institutos e resolvia os problemas do déficite com, um estalar de deos, e em que recusava aumentos de impostos.
A estação é parva. E o burro? O burro, sou eu?
A estação é parva. E o burro? O burro, sou eu?
14 agosto 2012
VISÃO DA ACTUALIDADE DA SEMANA
- Documentos dos submarinos: A classe política e as autoridades judiciais andam com a cotação muito baixa e pouco ou nada fazem para recuperarem o prestígio perdido. O caso dos documentos, na linguagem popular é mais um prego no caixão. Sabe-se que o Dr. Paulo Portas fez 60000 fotocópias, não terá passado pela cabeça do Ministério Público ver as ditas?; depois do Dr. Paulo Portas já ocuparam o cargo quatro ministros. Nenhum deles terá tido a curiosidade de conhecer o processo em detalhe?
É verdade, são tantos os pregos que o caixão está quase fechado.
- O país dos licenciados: Durante muitas décadas um curso superior era uma miragem para a maior parte dos portugueses, algo que só estava destinado às classes superiores e a que alguns pobres tinham acesso até para se mostrarem algumas virtualidades do regime. De repente as portas abriram-se e passamos ao numerus clausus com os candidatos a empurrarem-se nas portas de entrada; mais de repente ainda, nasceram universidades privadas onde se entra "até provando-se que se é ignorante". Hoje, os portugueses desistem do ensino superior, e 70% dos que para lá vão dizem que é para emigrarem. Na terra natal o dê-érre já deixou de ser garantia do que quer que seja: nem riqueza, nem emprego, tão-pouco estatuto.
Exigência, qualidade e rigor, são as palavras chave para um ensino (não apenas no superior) de forme profissionais cultos e conhecedores. Todos os governos as apregoam, nenhum até hoje foi capaz de as levar à prática.
- Seca em Portugal: A inexistência de uma Política da Água levar-nos-á a pagar a água ao preço a que hoje pagamos o petróleo (isto, se a houver). A ministra da Agricultura reza para que chova; a única medida para racionalizar o consumo da água é o inevitável menor esforço do aumento dos preços; as águas sanitárias continuam a ser tratadas; as captações e reservas de água são feitas para produção de energia, portanto, onde as reservas são naturalmente menos necessárias.
Não é apenas inadmissível legar dívidas e déficites às gerações futuras, também o é deixá-los sem água.
- Frase da semana: "Os resultados dos Jogos (Olímpicos) são a imagem do que somos como país", Vicente Moura, Presidente do Comité Olímpico de Portugal. Tudo o que fazemos é reflexo do que somos, havendo sempre as excepções para o melhor e o pior. O Comandante Vicente Moura talvez quisesse dizer que o "dirigismo" do COP é o reflexo da mediocridade organizacional do país, daí o saltar para a praça pública a tentar justificar-se com uma rajada de atoardas. Não teve a sorte de 2008 em que umas medalhas ao cair do pano, em Pequim, o levaram a dar o dito por não dito quanto à sua continuidade à frente do COP.
- Livro da semana: "A Insustentável Leveza do Ser", a pensar numa não-existência: o Prof. Cavaco Silva.
É verdade, são tantos os pregos que o caixão está quase fechado.
- O país dos licenciados: Durante muitas décadas um curso superior era uma miragem para a maior parte dos portugueses, algo que só estava destinado às classes superiores e a que alguns pobres tinham acesso até para se mostrarem algumas virtualidades do regime. De repente as portas abriram-se e passamos ao numerus clausus com os candidatos a empurrarem-se nas portas de entrada; mais de repente ainda, nasceram universidades privadas onde se entra "até provando-se que se é ignorante". Hoje, os portugueses desistem do ensino superior, e 70% dos que para lá vão dizem que é para emigrarem. Na terra natal o dê-érre já deixou de ser garantia do que quer que seja: nem riqueza, nem emprego, tão-pouco estatuto.
Exigência, qualidade e rigor, são as palavras chave para um ensino (não apenas no superior) de forme profissionais cultos e conhecedores. Todos os governos as apregoam, nenhum até hoje foi capaz de as levar à prática.
- Seca em Portugal: A inexistência de uma Política da Água levar-nos-á a pagar a água ao preço a que hoje pagamos o petróleo (isto, se a houver). A ministra da Agricultura reza para que chova; a única medida para racionalizar o consumo da água é o inevitável menor esforço do aumento dos preços; as águas sanitárias continuam a ser tratadas; as captações e reservas de água são feitas para produção de energia, portanto, onde as reservas são naturalmente menos necessárias.
Não é apenas inadmissível legar dívidas e déficites às gerações futuras, também o é deixá-los sem água.
- Frase da semana: "Os resultados dos Jogos (Olímpicos) são a imagem do que somos como país", Vicente Moura, Presidente do Comité Olímpico de Portugal. Tudo o que fazemos é reflexo do que somos, havendo sempre as excepções para o melhor e o pior. O Comandante Vicente Moura talvez quisesse dizer que o "dirigismo" do COP é o reflexo da mediocridade organizacional do país, daí o saltar para a praça pública a tentar justificar-se com uma rajada de atoardas. Não teve a sorte de 2008 em que umas medalhas ao cair do pano, em Pequim, o levaram a dar o dito por não dito quanto à sua continuidade à frente do COP.
- Livro da semana: "A Insustentável Leveza do Ser", a pensar numa não-existência: o Prof. Cavaco Silva.
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